Quinta-feira, 2 de Junho de 2016

Caminho de São Salvador - León-Cabanillas

 

DE LA PULCHRA LEONINA A LA SANCTA OVETENSIS

 

CAMINHO DE SÃO SALVADOR

 

1ª etapa:- León-Cabanillas

 

 

1.- Sucinta história do Caminho de São Salvador

 

 

Quando pensávamos que, pela nossa parte, tínhamos dado por findos os Caminhos Jacobeus, eis que somos desafiados para “calcorrear” mais um - o Caminho de São Salvador.

 

Inicialmente ficámos um pouco relutantes. Tínhamos acabado de sair de uma operação e, pelas informações que íamos obtendo, tratava-se de um dos Caminhos Jacobeus mais duros, através da Montanha Central da Cordilheira Cantábrica.

 

Mas o apelo que nos foi dirigido, dada a pessoa em questão, não podíamos recusar, embora puséssemos algumas condições decorrentes da nossa saúde e condição física, como já noutro post fizemos referência.

 

Acordou-se que era um Caminho para “se ir fazendo”, sem pressas. Desta feita, as nossas últimas relutâncias acabaram por cair por terra.

 

O Caminho Jacobeu de São Salvador não acaba nem começa em Santiago de Compostela, como todos os outros. Talvez, por isso, se exija uma sucinta explicação sobre ele.

 

Fomos buscar informação ao opúsculo «El Camino de San Salvador - León-Oviedo por la provincia de León», de 2008, edição da G.A.L. CUATRO VALLES, que aqui brevemente resumimos na parte que mais nos interessa.

 

O culto das relíquias de santos e mártires, durante a Idade Média, atingiu proporções desmedidas. Iam-se até aos lugares mais recônditos do Mundo então conhecido para as venerar e erguiam-se, por isso, templos e mosteiros, disputando-se a sua posse e guarda, transformando-se, assim, os lugares onde as mesmas se encontravam depositadas, lugares de devoção e peregrinação e, consequentemente, trazendo a esses lugares benefícios económicos dados pelos fiéis, de todas as origens sociais.

 

A Câmara Santa da capital do incipiente reino asturiano não ficou isenta desta corrente. Beneficiada pelos próprios monarcas, os seus tesouros iam crescendo e, em pouco tempo, converteu-se num reconhecido foco de atração de peregrinos.

 

Afonso II, o Casto, e a Igreja asturiana, dirigem o reino, tanto nos aspetos políticos e económicos como religiosos. Era um reino em expansão, que procurava o seu horizonte não só ao longo da Cordilheira Cantábrica como também até ao sul da mesma. Como reino pequeno, era constantemente submetido a pressões por parte dos muçulmanos e, para prosseguir com a sua particular cruzada, com a Reconquista, precisava de apoio de outras potências cristãs, entre elas, o poderoso reino de Carlos Magno.

 

A “descoberta” do sepulcro do Santo Apóstolo atuou como um poderoso detonante. A difusão do culto a Santiago é promovida desde a própria corte asturiana.

 

Depois da peregrinação de Afonso II, percorrendo o que hoje apelidamos de Caminho Primitivo, consolidou Compostela como um caminho de peregrinações e, tanto o rei como a Igreja, dotaram a nova sede com todo o tipo de privilégios.

 

Apesar de Oviedo ser a capital do reino asturiano, os sucessivos monarcas promoveram o culto a Santiago sem, contudo, o desvincularem da visita a São Salvador, a Catedral ovetense, em cuja Câmara Santa se guardavam importantes relíquias.

 

Os incipientes caminhos jacobeus, que transitavam pelo norte da Cordilheira, chegavam até Oviedo pelo Caminho do Norte e, desde Oviedo, prosseguiam até Compostela, tanto por este, como pelo Caminho Primitivo.

 

Contudo, a mudança, em 910, da corte asturiana para León, significando um avanço de conquista de terrenos para sul - até ao Douro - aos muçulmanos, fez com que Oviedo perdesse um pouco da sua importância.

 

Por esta circunstância, um outro itinerário começa a ser percorrido e passa a ter grande importância - o Caminho Francês - e a ser divulgado, designadamente pelo Codex Calixtinus.

 

Mas a importância das relíquias ovetenses permitiu manter vivo o seu culto, de modo que, desde León, por onde passava (e ainda passa) o Caminho Francês, promoveu-se um itinerário - o Caminho de São Salvador - para visitar a Câmara Santa da Catedral de Oviedo, quer, ou na ida, ou no regresso de Compostela.

 

O Caminho de São Salvador seguia o traçado das antigas calçadas romanas e atuava como ligação entre o norte cristão e o sul muçulmano, sendo um eixo vertebrador dos novos territórios que entretanto era necessário repovoar.

 

Com o tempo, e apesar das grandes dificuldades e perigos que oferecia, o Caminho de São Salvador consolida-se como zona de passagem da Cordilheira Cantábrica e desenvolveu-se à volta de um eixo de comunicações e comércio entre o Cantábrico e a Meseta, perdurando até à Idade Moderna, altura em que se assiste a um declínio das peregrinações.

 

São numerosas as lendas que circulavam quanto a este Caminho na antiguidade. Os peregrinos referiam a sua dureza e perigosidade. E, à fragosidade do terreno, havia a acrescentar-se as escassas povoações e a abundância de animais selvagens - como os lobos e os ursos -, bem assim a frequência de salteadores.

 

Em 1539, o italiano Bartolomeu Fontana menciona as dificuldades deste Caminho agreste e montanhoso que é também citado na Nouvelle Guide, editado em Paris, em 1583, como um Caminho próprio, ainda que vinculado à peregrinação Jacobeia. Nesta obra aparece recolhida a célebre copla, popularizada pelos peregrinos franceses, que diz:


Quem vai a Santiago e não passa por São Salvador, visita o criado e deixa o Senhor”.

 

Tal copla funcionou também como razão bastante para nos acabar por convencer a percorrê-lo.

 

 

2.- Preparação para o Caminho - os Guias

 

 

Na sua preparação, demos especial atenção às seguintes publicações:

 

• De la Pulchra Leonina a la Sancta Ovetensis (Guía Camino de Salvador, de Jose Antonio Cuñarro Exposito - “Ender”)

 

Jose Antonio Cuñarro Exposito é, na atualidade, um dos grandes impulsionadores deste Caminho. E a publicação acima referida é de leitura obrigatória para quem deseje percorrer o Caminho de São Salvador. Não só nos dá uteis conselhos, como nos faz uma abordagem pormenorizada, quilómetro a quilómetro, de todo o seu itinerário, para além de elementos históricos e culturais a ele ligados.

 

Normalmente, todos os Guias apresentam-nos o Caminho a percorrer em 5 etapas. Jose Antonio Cuñarro, em função da condição física, interesses individuais e logística no terreno (albergues, pensões e hotéis e bares, restaurantes e comércios, em cada localidade), apresenta-nos soluções para 5, 6, 7 8 e 9 dias para o percorrer, desde León até Oviedo.

 

Camino de San Salvador - Guía del Camino de Santiago/Eroski Consumer

 

Essencialmente, com base na publicação de Jose Antonio Cuñarro Exposito, para além de outras obras, o Eroski Consumer, para nós, supera os conteúdos dos tradicionais Mundicamino e Gronze. Este foi um Guia que também fez parte dos textos, em formato pdf, que levámos no nosso telemóvel para frequentes consultas.

 

• El Camino de San Salvador - León-Oviedo por la provincia de León - Cuatro Valles

 

Esta publicação, já atrás citada, também nos acompanhou sempre, quando esteve em causa o conhecimento histórico e cultural dos lugares por onde passávamos.

 

Finalmente,

• Camino del Salvador León-Oviedo (Montaña Central-Camino de Santiago) - Ayuntamiento Pola de Gordon

 

Editado pelo “Consorcio para el Dessarollo de la Montaña Central de Astúrias”, e financiado por diversas entidades, representa a súmula dos três Guias acima referidos, que também nos acompanhou e foi, frequentemente, consultado.

 


A prestigiada associação “CUATRO VALLES” e o dinâmico J.A. Cuñarro, com a sua equipa, sinalizou o Caminho, com materiais próprios mandados fazer pela associação para serem afixados na província de León e com uma profusão de "setas amarelas". E esta sinalização está de tal forma que é difícil qualquer caminheiro se enganar, a menos que vá muito distraído. No Principado das Astúrias, a sinalização é a tradicional dos Caminhos Jacobeus, com a diferença de a vieira estar num sentido diferente da de todos os outros traçados em terras de Espanha e Portugal.

 

 

3.- Pequenos “apanhados” sobre a etapa

 

 

Não resistimos a reproduzir uma citação de José Saramago, que vem no final do Guia Camino del Salvador León-Oviedo (Montaña Central-Camino de Santiago) - Ayuntamiento de Pola de Gordon:

 

"El fin de un viaje es sólo el inicio de otro. Hay que ver lo que no se ha visto, ver otra vez lo que ya se vio, ver en primavera lo que se había visto en verano, ver de día lo que se vio de noche, con el sol lo que antes se vio bajo la lluvia, ver la siembra verdeante, el fruto maduro, la piedra que ha cambiado de lugar, la sombra que aquí no estaba. Hay que volver a los pasos ya dados, para repetirlos y para trazar caminos nuevos a su lado. Hay que comenzar de nuevo el viaje. Siempre. El viajero vuelve al camino".

 

E dizer que, afinal, e muito provavelmente, este não será o último Caminho...

 

***

 

Como dissemos, foi um Caminho feito sem pressas. Houve tempo para conversar; apreciar, pausadamente, as diferentes paisagens e terras por onde passávamos; conversar, conviver, interagir com os peregrinos - poucos -, que também faziam este Caminho, e com os habitantes das diversas localidades; muitas vezes, em silêncio, a meditar sobre a vida, o mundo e a sociedade, a natureza e, finalmente, captar imagens, muitas imagens, que acabaram por nos dificultar imenso uma seleção, necessariamente reduzida, mas exemplificativa, dos lugares por onde passávamos.

 

Não vamos descrever, passo a passo, o itinerário de cada etapa. Para isso, basta o (a) leitor (a) ler um dos quatro Guias.

 

Desta feita, apenas iremos apresentar pequenos “apanhados” que reputámos, de entre as centenas de fotografias que tirámos, mais representativos de cada etapa, fazendo alusão, por alto - e quando for caso disso -, aos aspetos históricos e culturais mais marcantes, referidos pelos quatro Guias, em cada uma das etapas.

 

Comecemos, pois.

 

Eis o local donde partimos, na Praça de São Marcos, Leão.

01.- 2016 - Camino del Salvador - León (363).jpg

Durante cerca de uma boa légua, o nosso percurso foi sempre em asfalto.

 

À partida, passando numa rotunda, alguém pensaria que iríamos nesta preciosa aeronave.

01.- 2016 - Camino del Salvador-1ª etapa (7).jpg

Mas não. Apenas está aqui para “enfeite”.

 

A periferia de Leão, com o seu bairro chique - Eras Renueva -, de condomínios privados, paralelo ao rio Bernesga, acompanha-nos.

 

A dada altura, um grandioso colégio (privado) católico. Ou será um seminário? Ficámos sem saber...

02.- 2016 - Camino del Salvador-1ª etapa (35).jpg

Entrando no município de Sariegos, antecâmara de Carbajal de la Legua, continuam as moradias com condomínios privados,

03.- 2016 - Camino del Salvador-1ª etapa (59).jpg

protegidas, junto à estrada, por altos muros, e, por detrás, por densos bosques de carvalho.

 

Na parte mais antiga de Carbajal de la Legua, num pequeno mercado junto à Igreja de São Martinho,

04.- 2016 - Camino del Salvador-1ª etapa (78).jpg

fomo-nos abastecer de comida para o almoço, jantar e pequeno-almoço do dia seguinte, pois, em Cabanillas, município de Cuadros, não há qualquer bar, restaurante ou comércio.

 

Retomando o Caminho, a torre sineira da Igreja de São Martinho vista da estrada.

05.- 2016 - Camino del Salvador-1ª etapa (87).jpg

Vale a pena ler a história do Mosteiro de Santa Maria de Carbajal.

 

Segundo os nossos Guias, começou por estar sediado, na alta Idade Média, onde está hoje a Colegiada da Basílica de Santo Isidoro, em Leão. Depois, passou para Carbajal de la Legua. Mas hoje já nada aqui existe que nos faça lembrar o Mosteiro neste lugar. Apenas, dizem, algumas pedras (contrafortes) que fazem parte da Igreja de São Martinho da localidade. Daqui o Mosteiro acabou por voltar para Leão, junto da Praçadel Grano” ou de Santa Maria do Caminho, onde fomos buscar a Credencial do Caminho de São Salvador e onde, como já noutro lugar referimos, existe um albergue; uma pousada; uma igreja e, naturalmente, ainda funcionando como mosteiro feminino, como sempre foi.

 

Despedimo-nos do asfalto e de Carbajal de la Legua mais pesados, com o farnel do dia e do dia seguinte para o pequeno-almoço.

 

E Carbajal de la Legua despede-se também de nós com este monumento jacobeu, com nítidas influências dos vitrais da Catedral de Leão.

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A água do rio Bernesga murmurava à nossa esquerda, enquanto, por terra batida, em ligeira subida,

07.- 2016 - Camino del Salvador-1ª etapa (150).jp

íamos ao encontro, quer dos bosques de carvalho,

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quer de azinheira.

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Aqui e ali, encrustadas numa ou outra árvore, santos de devoção deixados por peregrinos.

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Numa pequena colina observa-se o vale do Bernesga, com a sua vegetação característica e, ao longe, a montanha à nossa espera.

11.- 2016 - Camino del Salvador-1ª etapa (179).jp

Até que, chegados a uma encruzilhada de caminhos,

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aparece-nos a aldeia fantasma de Villabura, que se pensa ter origem num castro romano e contendo uma guarnição para o controlo do caminho que comunicava Leão com o norte e seus abundantes pastos de Quadrum. E também o caminheiro Vicente, que vinha atrás de nós, “apanhando-nos”. Em Villabura parámos os três para irmos assinar o livro do “buzón” (“caixa de correio”), colocada naquele local, deixando a nossa mensagem de caminheiros do Caminho de São Salvador.

13.- 2016 - Camino del Salvador-1ª etapa (203).jp

Nossos olhos, perscrutando o caminho em frente, dava conta da subida que tínhamos de levar a cabo até à última azinheira que se vê na imagem acima.

 

Subida dura!...

 

Mas, a meio da mesma, uma cruz de ferro dá-nos um certo alento para acabarmos com aquela íngreme e esforçada subida até ao cimo do monte.

14.- 2016 - Camino del Salvador-1ª etapa (237).jp

No final, o esforço foi recompensado com este belo panorama!

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Relativamente perto de Cabanillas, município de Cuadros, com o sol já a pique, há que fazer uma pausa para descansar, beber e comer qualquer coisa, junto a uma fonte de água fresca, como esta de São Pelaio.

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Florens aproveitou para, na “caixa de correio” (buzón), ali existente, deixar a sua mensagem como caminheiro/peregrino.

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E continuámos, em ligeira descida,

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até Cabanillas, com o seu característico casario, de adobe, taipa, seixos e tijolos vermelhos, e as suas características portas carrais.

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Percorrida a rua principal da povoação, com nome de Real, no fim, torcendo à direita, dirigimo-nos até ao albergue.

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Chamámos por telefone o senhor António, o albergueiro, que prontamente nos veio abrir a porta. Instalámo-nos num lugar muito perto da Igreja Matriz do lugar, que dá pelo nome de São Salvador, do século XVII e XVIII.

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Devidamente acomodados, e posta a roupa, acabada de lavar, a secar ao sol, Florens entretinha-se, no parapeito do muro do albergue, a arranjar um pequeno cajado.

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Descansámos um pouco e fomos reconhecer a terra, indo ao encontro do rio Bernesga, que passa aqui pertinho, ao fundo do povo.

 

Gente? Pouca! E a que vimos - a tomar sol -, toda constituída por mulheres “maiores”, “inventando” conversas, ou relembrando o passado, para ajudar a passar a tarde...

 

Conversámos um pouco com estas quatro senhoras

23.- 2016 - Camino del Salvador-1ª etapa (382).jp

e, a determinada altura, perguntámos pela chave da capela, ali ao lado,

24.- 2016 - Camino del Salvador-1ª etapa (379).jp

pois tínhamos interesse em conhecer por dentro a Capela do Bendito Cristo que, em tempos idos, teve hospital de peregrinos anexo e com grande tradição jacobeia. Mas quem a tinha não morava ali, em Cabanillas!

 

Recolhemos ao albergue, que apenas conta com quatro camas.

 

Fomos os únicos residentes naquela noite, um pouco fria e sem aquecimento.

 

Andámos, nesta 1ª etapa, uns escassos 19 Km.

 

25.- 2016 - Camino del Salvador-1ª etapa (129).jp

(Flora - De entre muitas flores espalhadas pelo Caminho)

 


publicado por andanhos às 11:13
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