Quarta-feira, 4 de Dezembro de 2013

Gallaecia - Por terras da Gallaecia:- XX Encontro de Fotógrafos e Blogues Lumbudus


 

 

O XX ENCONTRO DE FOTÓGRAFOS E BLOGUES LUMBUDUS PELA MINHA OBJETIVA

30. Novembro. 2013

 


O nacionalismo

 é o esforço de afirmação vital de um povo

 que não quer morrer

 

Vicente Risco


 

Nos tempos que correm, manter a calma, a serenidade, a abertura, o sentir da verdadeira e autêntica amizade, a posição equilibrada perante os factos, o verdadeiro sentido crítico e a objetividade das coisas e da vida é algo difícil. Mas, por isso mesmo, muito importante. Porque os tempos difíceis por que passamos embora não sejam bom conselheiro do bom senso são, todavia, uma excelente oportunidade para uma reflexão mais profunda, isenta e sem pré-conceitos. Doutra forma, não vale a pena andarmos na e pelas coisas, por muito nobres e interessantes que sejam - mas que, objetivamente, estão paradas, ou estão «noutra» - apenas com o intuito de «afagarmos» o nosso ego, numa postura de quem apenas está centrado no seu umbigo.

 

Daí ser importante, neste período por que passamos, o convívio, o encontro são, descomprometido e sem bazófia, com o outro. A verdadeira e sã partilha de experiências e das coisas mais simples e comezinhas da vida.

 

Estou a falar, naturalmente, do XX Encontro de Fotógrafos e Blogues Lumbudus.

 

Aqui não há profissionais de nenhum ofício. Apenas amadores que, pelo gosto que têm pela «coisa» se encontram para celebrar a vida, partilhando um hobbie e, por intermédio dele, conviverem com os outros, conhecendo novas terras, novas gentes e um património, cultural e paisagístico, enriquecendo-se como seres humanos, aprofundando a nossa humanidade. De uma forma simples. Despretensiosa e sem competição. Apenas, e tão só, o sermos nós próprios. Simplesmente...


Desta vez o nosso convívio deu-se nas terras irmãs (Norte de Portugal e Galiza) - onde temos tanta história em comum a contar - mais precisamente no território da província de Ourense: na sede do concello de Allariz, e também, numa das suas paróquias - Santa Mariña de Augas Santas.


Logo que chegámos a Augas Santas, uma pequena paragem.

 

(Queiroz e Celestino em momento de boa disposição)

(Perspetiva parcial do grupo)


(Objetiva em ação)

 

Dizia o Programa que era para tomarmos um reforço do pequeno-almoço. Naturalmente que o «pitéu», como não podia deixar de ser, foram os nossos pastéis de Chaves. Os pastéis de Chaves não são só um reforço, são uma verdadeira «bomba» alimentar. Não é que o caminho que tínhamos a percorrer fosse assim tão longo, a necessitar de um reforço tão substancial. É que há certos hábitos que custam a perder... Com o frio que ainda estava, esta pequena pausa, «aqueceu-nos» não só o corpo como também a «alma».


Antes de partirmos, ou começarmos, o nosso passeio cultural e paisagístico - em Santa Mariña de Augas Santas - apresento-vos os nossos cicerones ou «guias», que nos acompanharam neste Encontro:

 


um, o da direita, o «especialista» das coisas de Santa Mariña de Augas Santas, Alfonso Vasquez Monjardin; o outro, da esquerda, um velho amigo de longa data - Risco Daviña - que nos acompanhou em Allariz, em particular na visita que fizemos à Fundação Vicente Risco.

 

Explicar-vos, tal como fomos vendo «in loco» e ouvindo da boca de cada um dos «guias» que nos acompanharam, seria uma espécie de «traição» ao espírito destes Encontros.


E porque? Porque assim os leitores facilmente poderiam pensar que não vale a pena pois porque haverá sempre alguém para explicar tudo «tintim por tintim». E, por isso mesmo, não vela a pena «alistar-se» nestes eventos.

 

Mas não é a mesma coisa!

 

Uma coisa é ver e ler. Outra, e bem diferente, é «comungar», entrar nesta «onda», neste espírito de partilha. Ou seja, o virtual não tem nada a ver com o real. No virtual, apenas se estabelecem relações entre um sujeito e o objeto, nomeadamente, o ecrã que temos à nossa frente; no real, as relações «acontecem» entre pessoas.

 

Por isso, apenas aqui ficam, numa postura, quiçá, de simples estratégia de marketing, «para aguçar o apetite» algumas fotos daquilo que, para mim, fui um verdadeiro percurso cultural e paisagístico:


1.- Fonte de Santa Mariña de Augas Santas

 

 

 

2.- Igreja e Mausoléu da Santa Mariña


2.1.- Exterior da Igreja

 

(Perspetiva da Igreja desde uma encosta da aldeia) 

(Fachada principal enquadrada pelo casario)  

(Fachada principal)

(Portada principal, de raiz românica) 

(Roseta da fachada principal)

(Campanário e relógio)

(Traseira com a abside e dois absidíolos - raiz românica)


2.2.- Interior da Igreja

 

Crucifixo sobre o altar-mor, na abside)

(Mausoléu de Santa Mariña)

(Pormenor da Santa no Mausoléu)

(Talha de um dos altares laterias)

(Um pormenor da talha do altar lateral)

2.3.- Adro e Paço de verão do Bispo de Ourense

(Pormenor do lindo cruzeiro no adro da Igreja junto ao Paço)

(Exterior do Paço)

2.4.- Três pormenores da aldeia


(O velho e resistente carvalho junto à Fonte da Santa)

(«Cabazo»)

(Um carro de bois)


3.- A presença de elementos castrejos e romanos na zona - Em direção ao castro de Armeá


3.1.- Alguns pormenores do percurso (curto)

 

Trata-se também de um pequeno percurso que integra o célebre trilho da «Aindaina de Allariz».


(Um bonioto «tramo» do trilho da «Andaina» )

(Vestígios de sacrifícios aos deuses - celtas ou romanos?)

(«Boletus serranus»)

Foi pena o amigo Hélder Alvar não ter ido! Teria conhecida o boletus serranus gigante (em cima) junto do anão (em baixo):


3.2.- O Carvalho

 

 

3.3.- A «Piouca» da Santa no amuralhado do carvalho

 

 

3.4.- Basílica da Assunção

 

(No centro do que teria sido uma basílica, continução de idênticos vestígios encontrados ao longo do percurso)

(Ruínas da Basílica da Assunção)

3.5.- Cruz celta numa das entradas para os fornos (cripta)


3.6.- Os fornos (ou cripta)


3.3.-  O Castro de Armeá


Todo este «entorno» constitui o pano de fundo de uma lenda que continua viva, enraizada em três elementos fundamentais: paisagem, pedra e água.


(Chegando ao Castro de Armeá)

(Escavações à vista)

(«Entorno» do Castro)

4.- Allariz nba hora do almoço


4.1.- Igreja de São Bieito


(Igreja de São Bieito)

(Pormenor de um dos cruzeiros de cada lado da fachada principal)

(Pormenor do cruzeiro - outro lado)

(Perspetiva da fachada principal)

 

4.2.- Mosteiro de Santa Clara

 

(Pormenor do alçado lateral)

5.- Ecoespaço do Rexo


O ambiente é constituído «remanso» que as margens verdejantes do rio Arnoia que, juntamente com o rio Tâmega e o rio Lima, que nascem lá para as bandas de A Alberguería, nos propicia.



(Espécie de cogumelos para o nosso especialista micólogo - Hélder Alvar - identificar) 

(Flor «ecológica»)

5.1.- Arte na pedra

 

(Sem título nº 1)

(Sem título nº 2)


(Sem título nº 3)

(Sem título nº 4)

(Sem título nº 5)

5.2.- Arte nas árvores

(Semtítulo nº 1)

(Sem título nº 2)

(Sem título nº 3)

(Sem título nº 4)

5.3.- As ovelhas donde vem  o «queixo do Rexo» e os fotógrafos lumbudus)

 

 

5.4.- «Warhol Ecológico»

 

 

 

6.- Allariz (Outlet, Museu Galego do Xoguete e Fundação Vicente Risco)

 

6.1.- Allariz centro da moda «outlet» da província de Ourense

 

(Pormenor de uma montra)

6.2.- Museu Galego do Xoguete

 

(Entrada principal)

6.3.- Fundação Vicente Risco


 


Eis o que, quanto a esta figura, a Wikipedia espanhola diz: “Vicente Martínez Risco y Agüero (Orense, 1 de octubre de 1884 - 30 de abril de 1963) fue un político galleguista conservador e intelectual español del siglo XX, miembro de la generación Nós.

 

Una de las figuras más importantes y complejas de la historia de la literatura gallega. Procedente de una familia acomodada, de un gran nivel cultural, cuya aportación a la literatura gallega conformó las bases del nacionalismo gallego y de la nueva narrativa gallega”.

 

 

(Com efeito...)


 

(Sua secretária e escritótio seria assim. Faltam-se, porém, os óculos em cima da mesa)

 

(Um recanto da Fundação) 

(Lindo contador deste nacionalista galego e amante das coisas exóticas) 


 (Uma exposição de Bernardino Machado - Presidente da República Portuguesa na I República)

 

(Uma das figuras de uma das obras de Vicente Risco - o lobishomem , um busto com a figura do homem que media 1,40 de altura)

(Um dos cartazes de encenação da peça)

(A revista «Nós» e a propagação do nacionalismo galego) 

(Descendo a escadaria da sede da Fundação)

Eis, pois, o que, resumidamente,  constou o XX Encontro de Fotógrafos e Blogues Lumbudus. Até ao próximo Encontro de verão, em data a marcar opotunamente.


publicado por andanhos às 23:56
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2 comentários:
De Lamartine Dias a 15 de Dezembro de 2013 às 23:32
Excelente reportagem com um detalhe que merece toda a atenção enriquecido com umas fotos estupendas!!


De tamara_junior a 22 de Fevereiro de 2014 às 16:05
Obrigado, Lamartine!
Um abração.
António de Souza e Silva


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