Sexta-feira, 22 de Novembro de 2013

Gallaecia:- Pelos Caminhos de Santiago na Galiza - Caminho do Norte - 5ª etapa

 

 

CAMINHO DO NORTE DE SANTIAGO NA GALIZA


20. Dezembro.2007:- 5ª etapa – Baamonde-Sobrado dos Monxes


 


Ignacio Sanz de Acedo nasceu em Zamora, Espanha.

A 04 de Março de 2007 escreveu estes dois poemas no Mosteiro de Santa María de Sobrado dos Monxes.

Esteve ali oito meses procurando a solidão e o silêncio, encontrando-se consigo mesmo.

Eis, pois, os poemas que ali escreveu:


Y QUÉ PENSARÁN...

 Y que pensarán de mi quienes me han visto,

 cabizbajo y errabundo,

 quebrado por el peso de una mentira.

 Que pensarán de mi

 y de Ti y de todos.

 Carente de un sentido propio,

 viviendo de prestado

 sin prestar mucha atención

 a las señales de los caminos.

 Andar y andar,

 buscar cobijo.

 Aguardando impávido que el temporal arrecie.

 Y volver a andar y andar

 hasta caer fulminado,

 cansado y roto.

  

CATAPULTO EN UN PAPEL...

 Catapulto en un papel viejas heridas

 y revientan contra él violentamente,

 llenas de sentidos lejanos.

 La poesía es posible.

 Pongo allí todo el empeño

 y parte de este corazón lacerado

 por las punzantes dagas

 de la endiosada fortuna.

 De donde nacen los verbos,

 de las vísceras sangrantes de esta vida

 que por vivir casi me muero,

 surge con ojos inyectados en sangre

 una nueva concepción de la existencia.

 Pausada e irreflexiva

 pues digo lo que pienso

 sin pensar qué estoy diciendo.

 Y dejo que fluyan por las venas

 mis venenos,

 las alucinaciones,

 las palabras.

 Que fluyan y confluyan

 en la desembocadura

 donde muere el desprecio.

 

 

1.- A GRANDE TRAVESSIA QUE ACABOU POR NÃO SER TANTO ASSIM


É a etapa mais longa e mais dura de todo o Caminho do Norte. Tem de tudo. Mais de quarenta quilómetros de percurso. Nem um restaurante, café ou estabelecimento comercial para abastecimento. Tem a cota mais elevada de todo o Caminho. E um perfil recheado de altos e baixos. E, como se isto ainda não fosse pouco, o percurso é feito demasiado tempo no asfalto.

 

Diga-se, em bom abono da verdade, de acordo com as informações disponíveis, todo este troço está bem sinalizado. Só se perde quem for demasiado distraído.

 

Entre as localidades de Marcela e Mesón, deixa-se a província de Lugo para se entrar na de A Coruña.

 

O nosso plano inicial previa a chegada a Chaves no Dia da Consoada e, em vez de sete etapas para chegarmos a Santiago, contávamos com nove. Que implicava que a etapa de Baamonde a Sobrado dos Monxes fosse dividida em duas, ou seja, de Baamonde a Miraz – apenas 14, 2 Km – e de Miraz a Sobrado dos Monxes – 25, 9 Km. Bem assim, a etapa de Sobrado a Pedrouzo (O Pino) estava também dividida em duas: uma, de Sobrado a Arzúa – 22 Km -; a outra, de Arzúa a Pedrouzo (O Pino) – 19km -.

 

Desta feita, a nossa grande travessia não foi manifestamente esta etapa mas a de Sobrado dos Monxes a Pedrouzo (O Pino) – 41, 7 Km -.

E tudo isto porque, enquanto efectuávamos o Caminho surgiu-nos uma contrariedade: um compromisso familiar, de natureza inadiável, obrigava-me a ter de estar em Chaves no dia 23 de Dezembro…

 

Então, em Baamonde, tivemos que replanificar o nosso Caminho.

 

Expliquemos o porquê e o como.

 

Para não nos cansarmos demasiado na 5ª e na 6ª etapa, andando em cada uma delas mais de quarenta quilómetros, decidimos encurtar, a pé, esta nossa etapa, não seguindo o verdadeiro Caminho. Fomos de comboio de Baamonde a Teixeiro, deixando para trás San Breixo da Parga, Santa Leocádia, Seixon, Miraz, A Cabana, A Marcela, Corteporcos e O Mesón. Ou seja, fomos de comboio de Baamonde até Teixeiro, já na província de A Coruña e, daqui, em pleno asfalto, e em retas, de Teixeiro a As Cruces; de As Cruces até Carral e de Carral até Sobrado dos Monxes, aproximadamente 15Km, para que, no dia a seguir, pudéssemos fazer os 41, 7 Km com um pouco mais de folgo. Daí que a 6ª etapa – Sobrado dos Monxes-Pedrouzo (O Pino) bem poderíamos de a apelidar como a verdadeira grande travessia ou a etapa do «longo penar».

 


2.- DESCRIÇÃO SUCINTA DA ETAPA

 

2.1.- Estação de comboio de Baamonde


Deixamos aqui duas imagens da estação de Baamonde.

 

(Edifício da Estação)

 

(Chegada do comboio)


 

2.2.- Estação de Teixeiro


Na estação de Teixeiro, onde nos apeámos, tomámos o pequeno-almoço

 

(Após o pequeno-almoço, à conversa com Mitók)


e, com os «smarphones» e o TooNav activado, «alinhámos bússola» para o nosso Caminho improvisado.

 

 

2.3.- Aldeias e localidades que deixámos de passar


Pelo comboio vimos Santa Leocadia ao longe, pequena aldeia, de casas típicas galegas,  Xeixón, Laguna e Miraz.

 

Não passámos por San Alberte, com a sua ponte,

 

 

 igreja, cruzeiro

 


e fonte.

 

Em Miraz deixámos de ver o Pazo-Torre, do século XV

 


e a Igreja de Santiago.

 


Não passámos também no Alto da Mamoa, nem por Braña, aldeia com poucas casas. Nem pelo

 

Alto de Mamoa, Roxica, Cabana e Travesa, Marcela e Mesón.

 

Entre estas duas localidades, sai-se da província de Lugo para se entrar na de A Coruña.

 

Não passámos também em Corteporcos, nem tão pouco atingimos o ponto mais alto do Caminho do Norte – 710 metros de altitude – no alto dos montes do Corno de Boi.

 

 

2.4.- O Caminho efectivamente percorrido


Saídos da estação de Caminhos de Ferro de Teixeiro,

 

 

e afinado o percurso até Sobrado dos Monxes,

 


foram, aproximadamente, 15 Km


(A sinalização da «carretera»)


de longo penar pelo asfalto

 

 


e com a ameaça constante de chuva. De vez em quando os chuviscos e chuva miudinha, obrigava-nos a parar numa ou noutra paragem abrigo de autocarros. As localidades por onde passámos, e que merecem um ligeiro apontamento foram, como já disse, Teixeiro, onde nos apeámos do comboio, As Cruces

 


e Carral, antes de chegarmos a Sobrado.


2.5.- Sobrado dos Monxes


Sobrado dos Monxes é uma importante rota jacobeia que já vem da Idade Média.

 

É nesta localidade que se situa o célebre mosteiro cisterciense de Santa Maria do Sobrado à volta do qual cresceu o aglomerado urbano existente.

 

(Vista do Mosteiro já quase ao chegar)


As suas origens remontam ao século X, mais precisamente ao ano 952.

 

Em 1142 os monges de Cister tomaram conta do mosteiro. E, desde esta altura, os monges austeros de túnica branca, seguidores da Regra de São Bento, com um intervalo de 120 anos (de 1834 a 1954), por via da desamortização de Mendizábel, aqui vivem.

 

Em 1150 deu-se início à construção da Igreja da qual hoje em dia apenas resta a sala capitular e a capela de São João, situada na ala norte do cruzeiro.

 

No século XV, acrescentou-se o claustro do mosteiro e a sacristia, construída em estilo renascentista.

 

A Igreja medieval foi substituída no século XVII por um portentoso templo, em estilo barroco, que podemos ainda hoje comtemplar.

 


 

Nesta mesma altura foi acrescentado um novo claustro denominado «claustro dos peregrinos» com dois pisos em estilos diferenciados: dórico, no piso inferior; jónico, no superior.

 


 

A capela do Rosário é também da mesma época e seus preciosos detalhes e relevos.


A nave central da Igreja do Mosteiro:

 

 

A cúpula do transepto:

 

 

Uma perspetiva de um conjunto de «frescos»:

 

 

 

3.- TRÊS DESTAQUES

 

Para além da peripécia da viagem de comboio de Baamonde a Teixeiro, há a destacar ainda três aspectos:


5.1.- O primeiro, diz respeito à nossa já aludida etapa do dia, em asfalto e retas, que nos pareceu um nunca acabar;


5.2.- O segundo, o grande trambolhão que dei na porta de acesso para o albergue, no «clautro dos peregrinos», no piso inferior. Não fosse a mochila que ainda trazia às costas, que me protegeu do choque, creio que meu Caminho ali teria acabado. É que não me apercebi do degrau que ali existia!...

 

Quer Fábio quer Mitók fartaram-se de rir. E, inicialmente, não lhes achei piada nenhuma. Porque será que o género humano, no fundo, se regozija com a desgraça alheia? Mas fiquei convencido que, logo após o episódio inicial, ficaram preocupados com as sequelas que poderia ter, resultante da queda. Mas que lhes fiquei com raiva, oh se fiquei! Felizmente que nada sucedeu. Só o susto.


5.3.- O terceiro, e último apontamento, a delicadeza do abade em nos receber, conversando amenamente connosco, relatando-nos o dia-a-dia dos monges no convento, bem assim o seu amável convite para assistirmos às «Vésperas».

 

 

Fábio que, ali, soube que no final da sua adolescência e primeira juventude andou pelas cantorias da Igreja Matriz de Chaves, não sei se por gosto ou por vocação ou para ir atrás de companhia dos membros femininos que frequentavam a coro, ficou deliciado com o canto gregoriano cantado por aquela pequena comunidade de monges.


4.- UM TESTEMUNHO


Para se falar do exótico – e único – companheiro de camarata que encontrámos no albergue.

 


Chamava-se Reneé. Era Checo. Já se encontrava no albergue quando chegámos. Ficaram-me sérias dúvidas quanto a este jovem: se um peregrino; um meio-pedinte, um pobre diabo ou outra coisa qualquer, deambulando por esse mundo fora. Fábio e Mitók divertiram-se «à brava» com ele...


Mas é melhor passar a palavra ao agora jovem, naquela altura um adolescente, que tão seriamente, no restante Caminho, falava deste «ilustre personagem». Aqui fica a partilha do testemunho, feita pot Mitók, do «episódio» Reneé:


Existem episódios na vida que deixam marcas em qualquer pessoa minimamente emotiva: seja pela situação e momento em que se enquadram, ou pelas pessoas que são as personagens centrais desses episódios.


O episódio que me pediram para narrar reúne tudo isso - situação, momento e pessoas.


Antes de começar a narrar a ação gostaria, contudo, sob a pena de me tornar maçudo, deixar aqui algumas considerações sobre aquilo que são para mim os Caminhos de Santiago, uma vez que este mesmo apontamento se destina a ser enquadrado ou integrado num post de um blog que fala sobre um deles.


Iniciei-me na aventura dos Caminhos há cerca de sete ou oito anos, era ainda uma criança, ou naquela fase complicada que é pré-adolescência. O meu primeiro Caminho foi um falhanço, visto que a capacidade de auto-sacrifício e a perseverança fulcrais para levar até ao fim tal aventura ainda não estavam devidamente desenvolvidos. No entanto, ficou o desejo de levar a bom porto um Caminho, nem que fosse apenas um. Passados dois anos voltei a tentar com meu pai Fábio. Acompanhou-nos e um novo companheiro. Embora não me fosse totalmente desconhecido como pessoa, todavia, não fazia parte minimamente do meu quotidiano. E, decorridos que são já seis anos, este companheiro acabou por ter uma importância muito significativa em algumas das decisões que mudariam o rumo da minha vida. Para além de ter partilhado comigo e com o meu pai - e, através de nós - toda a família, momentos de felicidade, tristeza e sofrimento, enfim, tornou-se um bom amigo, se não, em certo sentido, uma parte da família: é ele o nosso ilustre andarilho - Tâmara Júnior. Não posso portanto continuar sem incluir neste relato a minha mais humilde admiração, e também uma homenagem - com pompa e circunstância - a estas duas pessoas (meu pai, e o meu padrinho-emprestado) que ao longo destes anos foram extremamente importantes no processo de construção da minha personalidade. Esperando um dia ser muito mais à imagem e semelhança deles. Portanto, antes de mais, aqui quero deixar-lhes o meu muito obrigado.


É no fundo por isto que o Caminho é tão importante: pelas «marcas» que deixa; pelo processo de aprendizagem que lhe é inerente; pelas pessoas que se conhecem e pelas relações que se estreitam.


A minha segunda tentativa de fazer o Caminho foi um sucesso. Tal como as quatro seguintes. E, estou certo, como o serão certamente todas as outras que anseio realizar.


O Caminho é um vício saudável e, quando se o deixa, significa que se está pronto para deixar de tentar.

Posto isto, vamos ao tema que aqui me trouxe.


A personagem central desta história, da qual Tâmara Júnior me solicitou um pequeno apontamento, é a mais absoluta negação da sociedade e das regras da mesma. É o «ex-libris» do dogma “Nem Deus, nem amo”. Encontramos esta pessoa no Caminho do Norte, logo na segunda etapa. Estava incluído no grupo que se encontrava a fumar umas ganzas no albergue de Lourenzá e que Tâmara Júnior mencionou no competente post da etapa.


Mas o episódio que o faz digno de referência passou-se no albergue de Sobrado dos Monxes, situado nas instalações do mosteiro.


Quem era esta pessoa? Um Checo chamado Reneé, com um aspeto deplorável e uma pesada tendência para o alcoolismo e que, para além de tudo isto, falava uma mistura de várias línguas. A muito custo consegui extrair-lhe a sua história, que passo aqui a relatá-la face à sua excecionalidade.


Antes de enveredar por aquele percurso de vida, Reneé era um operário fabril, na República Checa, na sua cidade natal. Era casado e tinha uma família aparentemente feliz. O que decide ele fazer, de um momento para outro? Abandonar tudo, sem razão aparente, (pelo menos, eu não a descortinei) e começar a caminhar, só, sem dinheiro e sem rumo.

Acabou por decidir que o seu objetivo seria percorrer a pé o perímetro da Europa, começando no extremo mais oeste da costa alemã.


Depois de ficar dois meses em França, na altura das vindimas, o que lhe permitiu arranjar mais algum dinheiro, entrou no Caminho do Norte, com o objetivo de ir passar o Natal à cidade do apóstolo, Santiago de Compostela, para depois seguir caminho até Finisterra e aí apanhar novamente a linha costeira.


Só esta circunstância já o tornaria digno de referência ou memória. Mas há mais. A determinada altura, chega à nossa presença com um punhado de euros

 


e uma garrafa de vinho, produzido no mosteiro. Interrogado sobre a origem de tudo aquilo, responde: “Kiss, kiss... Monk!” Ficámos perplexos. Não dava para acreditar! Ou então quando entra connosco num pequeno mercado e, a coberto da nossa presença, rouba do estabelecimento uma tarte... E pergunta-se, porque esta personagem se tornou memorável neste Caminho? Porque se tornou um ensejo para refletir sobre o que levará uma pessoa, outrora «saudável», a abandonar uma vida, que dentro do enquadramento actual seria confortável, para enveredar por um «caminho» que o mergulhou num ambiente social alternativo, totalmente diferente do que ele estava habituado. Que desespero gritante o obrigou a abandonar o tédio de uma vida normal? Alguma ideologia que o obriga a ser alguém quando nega tudo o que há de regras e preconceitos socias? Ou terá, pura e simplesmente, enlouquecido seja porque motivo fosse? Só ele poderá responder a isso. Se é que estava, ou porventura ainda esteja, em condições para o fazer...


Apesar de ser uma história peculiar, e de Reneé não ser de todo um exemplo, é imperativo tirar uma lição desta história. Que nos obriga a pensar nas diferentes «molduras» de vida que as pessoas neste mundo perseguem. Para mim, é aqui, nestas experiências, no contacto com diferentes pessoas, para além do exercício físico, da paisagem e do património que contemplamos, é tudo isto que faz o encanto do Caminho. Porque, ao proporcionar-nos momentos deste tipo, ficamos com a convicção que todo o esforço foi positivo, que valeu a pena.


Por isso, e para concluir, aqui deixo o meu conselho: tentem, façam um Caminho e, se possível, repitam, fazendo o mesmo ou outros. De certeza que da(s) experiência(s) retirarão algum proveito que, estou certo, terá importância e se refletirá decisivamente nas vossas vidas”.


 

Mitók


 

 

Deixo agora, para visionamento do(a) leitor(a), um singelo diaporama desta etapa.

 

[Nota:- Para ouvir o diaporama, aconselha-se a tirar o som ao rádio, no canto superior esquerdo do blogue].

 

 

Desenho do Mosteiro de Santa Maria do Sobrado - Fonte:- Euroski Consumer)



publicado por andanhos às 22:41
link do post | comentar | favorito
|

.mais sobre mim


. ver perfil

. seguir perfil

. 7 seguidores

.rádio

ouvir-radioClique no rádio para sintonizar

.Setembro 2017

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
11
12
13
14
15

17
18
21
22
23

25
26
27
29
30


.posts recentes

. Por terras da Ibéria - Tr...

. Por terras da Ibéria:- Ca...

. Por terras de Portugal - ...

. Por terras de Portugal - ...

. Por terras de Portugal - ...

. Versejando com imagem - A...

. Por terras da Ibéria:- Ca...

. Palavras soltas... Em dia...

. Ao Acaso... Com Torga, fa...

. Reino Maravilhoso - Barro...

.arquivos

. Setembro 2017

. Agosto 2017

. Julho 2017

. Junho 2017

. Maio 2017

. Abril 2017

. Janeiro 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Julho 2015

. Maio 2015

. Abril 2015

. Março 2015

. Maio 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Dezembro 2013

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Agosto 2011

. Novembro 2010

. Outubro 2010

.tags

. todas as tags

.A espreitar

online

.links

.StatCounter


View My Stats
blog-logo