Quarta-feira, 20 de Setembro de 2017

Por terras de Portugal - O Convento refúgio do artista José Rodrigues

 

 

POR TERRAS DE PORTUGAL


O CONVENTO REFÚGIO DO ESCULTOR JOSÉ RODRIGUES


- VILA NOVA DE CERVEIRA –

00.- 2017.- Vila Nova de Cerveira (180)

Em primeiro lugar, uma confidência que aqui queríamos deixar: os longes e os altos sempre nos fascinaram. Em novo, vivendo numa espécie de clausura e preocupado depois com outras coisas mais comezinhas e afazeres do dia-a-dia, poucas vezes a tentação do inacessível nos levou até às paragens onde, perscrutando o profundo silêncio, nos encontramos com o mais fundo e íntimo de nós mesmos.


Hoje o fascínio é o mesmo. Porventura até mais intenso. Há menos constrangimentos e a disponibilidade até é maior. Mas… as pernas e a genica já não são as mesmas; não ajudam tanto.


Contudo, sempre que podemos, lá vamos…


Quando passamos em Vila Nova de Cerveira, ao olharmos para o cimo da sua colina, denominada de Alto do Crasto, aquela figura, quase real, do “Cervo”, ou “Rei Veado”, escultura do falecido José Rodrigues, exerce sobre nós um apelo para, de perto, lhe tocarmos.

01.- 2013 - V.N. de Cerveira (173cma)

Neste verão, numa breve estadia no Alto Minho, decidimos alcançar aquela “cumbre” – como dizem os nossos irmãos galegos, que vivem do outro lado do rio Minho -.

02.- 2017.- Vila Nova de Cerveira (216)

e, aproximando-nos,

03.- 2017.- Vila Nova de Cerveira (223)

para apreciar de perto não só aquela obra

04.- 2017.- Vila Nova de Cerveira (211a)

como todo o panorama que, daquele alto, paira em frente daquela célebre figura do “Rei Veado” (Cervo)

05.- 2017.- Vila Nova de Cerveira (215)

e que o município cerveirense, a todo o custo, quer que seja classificado como de interesse nacional.


Depois de uns longos minutos explorando e apreciando os diferentes ângulos da visão que daqui se observa, partimos, monte dentro, explorando os seus recônditos lugares.

 

O rio Minho, com a sua “Ilha dos Amores” e a sua foz, ao longe, entre o Monte de Santo Antão, do lado português, e o de Santa Tecla (Castro Santa Tegra), do galego, é sempre um fascínio de contemplação!

05a.- 2017.- Vila Nova de Cerveira (222)

A determinada altura, parámos.

06.- 2017.- Mosteiro-Museu de S. Paio (Vila Nova de Cerveira) (139)

Porque não foi só o rio Minho que, destas bandas, nos prenderam a atenção: foi uma construção, no meio do nada.

07.- 2017.- Mosteiro-Museu de S. Paio (Vila Nova de Cerveira) (140)

Decidimos explorá-la, indo ao seu encontro.


Lentamente, às curvas e contracurvas, fomo-nos aproximando.

08.- 2017.- Vila Nova de Cerveira (208)

De frente, deparámos com um edifício em reconstrução.

09.- 2017.- Mosteiro-Museu de S. Paio (Vila Nova de Cerveira) (135)

Mais de perto, não ficámos com nenhuma dúvida: era uma igreja (capela) de um antigo convento.

10.- 2017.- Vila Nova de Cerveira (196)

Dirigimo-nos ao que supúnhamos ser o encarregado responsável pela obra de reconstrução. Homem transmontano, da cidade de Vila Real, sabendo sermos também transmontano, não descansou enquanto não nos deu uma explicação pormenorizada e cabal da história daquele edifício, hoje transformado em Museu e Turismo de Habitação, propriedade da Associação Cultural Convento de S. Paio.


Embora não pudéssemos entrar nas áreas do Turismo de Habitação, o responsável daquela reconstrução e do edifício, acompanhou-nos numa visita ao Museu, dando-nos um panfleto que fala da história deste edifício e do espólio nele contido.


Respiguemos alguns trechos do texto.


Transcrevamos um pouco da sua história.
O Convento de S. Paio foi fundado em 1392 por Frei Gonçalo Marinho, que veio da Galiza para implantar comunidades de franciscanos observantes em território obediente ao papa de Roma. Vivia-se uma profunda crise na Igreja: falta de unidade, com dois papas (o de Roma e o de Avinhão) e em breve 3 a reclamarem-se da de S. Pedro e supremo magistério sobre a Igreja; e amolecimento moral, em que até os mendicantes preferiam a comodidade dos claustros, junto às cidades mais ricas, à pobreza e vocação missionária dos franciscanos.
O êxito da ação de Frei Gonçalo foi tal, que, com este espírito, fundou 4 comunidades: em Mosteiró (Cerdal), S. Francisco do Monte (Viana), Ínsua (Caminha) e aqui, na serra cerveirense, onde a devoção popular tinha erigido uma ermida em honra do milagroso S. Paio.
Mas as asperezas da mortificação e isolamento cedo deixaram de ser convidativos, o convento foi abandonado progressivamente e caía em ruínas no fim do século XVII. Foi a piedade barroca que o reergueu, com um belo claustro de arcos em asa de cesto mas sóbrio de decoração (ao gosto da arquitetura “pain”),

12.- 2017.- Mosteiro-Museu de S. Paio (Vila Nova de Cerveira) (121)

uma capela com profunda capela-mor

13.- 2017.- Mosteiro-Museu de S. Paio (Vila Nova de Cerveira) (64)

para coro dos frades e sepultura de benfeitores e um enfiamento de modestas celas onde só havia espaço para uma curta oração antes de adormecer.


Em meados do século XIX o Convento de S. Paio foi novamente abandonado, desta vez por imposição política. Os respetivos bens foram vendidos em hasta pública, a biblioteca e o recheio artístico-devocional pilhado. As feras eram as únicas criaturas de Deus que ainda lhe frequentavam o sítio”.


Falemos agora da ação neste edifício – ou melhor, edifício-ruínas – do escultor José Rodrigues, o grande responsável pelas Bienais de Cerveira.


Peguemos, mais uma vez, no panfleto.
Até que um artista se apaixonou por ele. (Os artistas são a forma mais humana da presença de Deus no mundo). Habitou-o para meditar e, com um grupo de companheiros, fundou uma associação destinada a repor no convento de Frei Gonçalo as divinas atividades do espírito: a meditação sobre a natureza e a vida (que Deus criou) e a arte (dom que Deus concedeu aos homens para criarem). Aqui se instalou uma galeria de desenhos que poderá ajudar a entender o Desenho em Portugal. Com Vieira da Silva, Almada, Dordio, Augusto Gomes, Poussinj, Soares dos Reis… e esculturas, muitas esculturas de José Rodrigues, de várias feições, temáticas, mensagens, materiais e desmaterializações”.


Vejamos, na primeira pessoa, o que José Rodrigues, quanto a este lugar e edifício, nos diz:
Estávamos nos finais dos anos 60. Com dois amigos, lá partimos para as terras do sol nascente. Andávamos à procura de uma “coisa” e não sabíamos que nome lhe haveríamos de dar. Sentíamos que a vida que levávamos não tinha sentido. Sem mapa, lá partimos. Passado pouco tempo fiquei sozinho: um de nós, por doença, teve de voltar: ao outro era a família que o chamava. Por lá andei uns tempos, visitando Katmandu, o Butão, Japão e Paquistão. Intrigas da guerra não me permitiram entrar na Índia, mas fui à China e a Macau.
Já cansado, mal podendo com as botas e sem saber como nem porquê, encontrei um sítio lá no alto que dá pelo nome de Monte da Pena. Pedras e mais pedras, que mais parecia uma pedreira – tal era o estado em que se encontrava este velho convento franciscano. Só os pastores sabiam da sua existência. À volta reinava um silêncio imenso.
Tinha encontrado o local onde arrumar as minhas “coisas” – as minhas imbambas, como dizia a minha avó que era negra.
Até aos dias de hoje, com a minha tribo, apaixonadamente, começamos a recolocar pedra sobre pedra até que finalmente, o fumo saiu pela chaminé.
Aqui, ouvia-se o silêncio e foi por isso o lugar que escolhi para começar este caderno, que pode levar como título “Memórias de uma viagem onde o silêncio ainda tem sentido”. O que aqui se mostra são mapas desta viagem.
Hoje, quando desenho, sinto que, por cima dos meus ombros, S. Francisco

14.- 2017.- Mosteiro-Museu de S. Paio (Vila Nova de Cerveira) (33)

e S. Buda

15.- 2017.- Mosteiro-Museu de S. Paio (Vila Nova de Cerveira) (28)

trocam olhares de cumplicidade.

E, se um dia conseguir desenhar este silêncio, esse desenho será para ti”.


Quase 700 anos depois de ter sido escolhido por frades franciscanos para a contemplação, o panfleto que encontrámos num sítio da internet, convida-nos a descobrir, “nas caminhadas na mata, nas leituras no claustro e na capela, ou ao sol nos jardins com vista sobre a “Ilha dos Amores” e a foz do rio Minho o seu local ideal para se desligar do mundo e recuperar energia”.


Confiramemos o texto com a realidade.


Dirijamo-nos a um dos jardins

16.- 2017.- Vila Nova de Cerveira (164)

 – o de cima -, até ao seu extremo,

17.- 2017.- Vila Nova de Cerveira (158)

“engalanado” de obras de arte,

18.- 2017.- Vila Nova de Cerveira (168)

salpicado de pombas, céu e corpos esculpidos, numa harmonia contrastante, mas perfeita, com a natureza circundante.

19.- 2017.- Vila Nova de Cerveira (161)

Desçamos para um outro patamar de jardim - o dos espelhos.

20.- 2017.- Vila Nova de Cerveira (189)

Não fora a forte canícula do tempo, no meio daqueles reflexos e daquelas luzes, em profundo e imenso silêncio, ficaríamos ali a tarde toda, em meditação…
Mas havia que procurar um lugar mais fresco.


Entrámos, assim, no Museu, acompanhado do nosso amigo transmontano, onde se exibe a coleção particular e a obra de José Rodrigues.

21.- 2017.- Mosteiro-Museu de S. Paio (Vila Nova de Cerveira) (125)

Começou por nos fazer entrar na Sala do Oriente.

22 - 2017.- Mosteiro-Museu de S. Paio (Vila Nova de Cerveira) (17)

Deixamos aqui uma panorâmica parcial da sala

23 - 2017.- Mosteiro-Museu de S. Paio (Vila Nova de Cerveira) (16)

bem assim de algumas das peças nela exibidas. Tudo peças que, ao longo dos anos, José Rodrigues colecionou.

24 - 2017.- Mosteiro-Museu de S. Paio (Vila Nova de Cerveira) (14)

De seguida, entrámos na igreja (capela), onde se exibe arte religiosa, com a perspetiva da disposição das peças de arte e o coro alto

25.- 2017.- Mosteiro-Museu de S. Paio (Vila Nova de Cerveira) (37)

bem assim a capela-mor,

26.- 2017.- Mosteiro-Museu de S. Paio (Vila Nova de Cerveira) (45)

Com estes dois pormenores

27.- 2017.- Mosteiro-Museu de S. Paio (Vila Nova de Cerveira) (40)

(Pormenor I)

28.- 2017.- Mosteiro-Museu de S. Paio (Vila Nova de Cerveira) (41)

(Pormenor II)


Das inúmeras imagens, deixamos aqui exibidas algumas que nos pareceram mais impressivas:

29.- 2017.- Mosteiro-Museu de S. Paio (Vila Nova de Cerveira) (34)

(Imagem I)

30.- 2017.- Mosteiro-Museu de S. Paio (Vila Nova de Cerveira) (20)

(Imagem II – Pietà, século XVII)

31.- 2017.- Mosteiro-Museu de S. Paio (Vila Nova de Cerveira) (31)

(Imagem II – Santo António)

32.- 2017.- Mosteiro-Museu de S. Paio (Vila Nova de Cerveira) (21)

(Imagem IV – Shiva-Índia)

33.- 2017.- Mosteiro-Museu de S. Paio (Vila Nova de Cerveira) (38)

(Imagem V – Santo Bispo, século XV)


Saindo da igreja (capela), observamos nos corredores do claustro térreo, quer obras de coleção do artista José Rodrigues, quer obras suas. Aleatoriamente, exibimos algumas delas.


Começamos pelas máscaras,

34.- 2017.- Mosteiro-Museu de S. Paio (Vila Nova de Cerveira) (68)

 (Imagem VI)

35.- 2017.- Mosteiro-Museu de S. Paio (Vila Nova de Cerveira) (69)

(Imagem VII)

36.- 2017.- Mosteiro-Museu de S. Paio (Vila Nova de Cerveira) (72)

 (Imagem VIII)

 

por peças da sua coleção,

37.- 2017.- Mosteiro-Museu de S. Paio (Vila Nova de Cerveira) (104)

 (Imagem IX)

38.- 2017.- Mosteiro-Museu de S. Paio (Vila Nova de Cerveira) (102)

 (Imagem X)

 

e acabamos pelas suas obras, quer nos corredores do claustro térreo, quer no superior.

39.- 2017.- Mosteiro-Museu de S. Paio (Vila Nova de Cerveira) (126)

 (Imagem XI)

40.- 2017.- Mosteiro-Museu de S. Paio (Vila Nova de Cerveira) (49)

 (Imagem XII)

41.- 2017.- Mosteiro-Museu de S. Paio (Vila Nova de Cerveira) (108)

 (Imagem XIII)

42.- 2017.- Mosteiro-Museu de S. Paio (Vila Nova de Cerveira) (124)

 (Imagem XIV)

43.- 2017.- Mosteiro-Museu de S. Paio (Vila Nova de Cerveira) (110)

 (Imagem XV)

44.- 2017.- Mosteiro-Museu de S. Paio (Vila Nova de Cerveira) (50)

 (Imagem XVI – Guardador de Estrelas II)

 

Em algumas destas obras de José Rodrigues, do início dos anos 60 do século passado, é bem patente, segundo nos diz Maria Leonor Barbosa Soares, (pág. 420 e 421, Revista da Faculdade de Letras do Porto, «Ciências e Técnicas do Património», Porto 2008-2009, I Série, Volume VII-VIII), o contexto da guerra colonial, que inspirava imagens de devastação: “rostos e corpos montados a partir de materiais áridos e agressivos, em processos paradoxais de construção, numa organização de texturas (areias, tecidos, arames, fios papéis amarrotados e colas…) em ambientes de matéria e cor agrestes”.


Subimos ao corredor do claustro superior.

45.- 2017.- Mosteiro-Museu de S. Paio (Vila Nova de Cerveira) (51)

Aqui se exibem as obras de José Rodrigues em barro e os seus desenhos.


Mostremos algumas obras de barro

46.- 2017.- Mosteiro-Museu de S. Paio (Vila Nova de Cerveira) (53)

 (Imagem XVII)

47.- 2017.- Mosteiro-Museu de S. Paio (Vila Nova de Cerveira) (90)

 (Imagem XVIII)

48.- 2017.- Mosteiro-Museu de S. Paio (Vila Nova de Cerveira) (86)

 (Imagem XIX)

49.- 2017.- Mosteiro-Museu de S. Paio (Vila Nova de Cerveira) (82)

 (Imagem XX)

50.- 2017.- Mosteiro-Museu de S. Paio (Vila Nova de Cerveira) (78)

 (Imagem XXI)

51.- 2017.- Mosteiro-Museu de S. Paio (Vila Nova de Cerveira) (92)

 (Imagem XXII)

52.- 2017.- Mosteiro-Museu de S. Paio (Vila Nova de Cerveira) (89)

 (Imagem XXIII)

53.- 2017.- Mosteiro-Museu de S. Paio (Vila Nova de Cerveira) (91)

 (Imagem XXIV)

54.- 2017.- Mosteiro-Museu de S. Paio (Vila Nova de Cerveira) (54)

 (Imagem XXV)

 

e cinco dos seus desenhos.

55.- 2017.- Mosteiro-Museu de S. Paio (Vila Nova de Cerveira) (56)

 (Imagem XXVI)

56.- 2017.- Mosteiro-Museu de S. Paio (Vila Nova de Cerveira) (57)

 (Imagem XXVII)

57.- 2017.- Mosteiro-Museu de S. Paio (Vila Nova de Cerveira) (60)

 (Imagem XXVIII)

58.- 2017.- Mosteiro-Museu de S. Paio (Vila Nova de Cerveira) (97)

 (Imagem XIX)

59.- 2017.- Mosteiro-Museu de S. Paio (Vila Nova de Cerveira) (98)

 (Imagem XXX)

 

Saímos dos corredores do claustro superior olhando para o centro do claustro deste cenóbio franciscano.

60.- 2017.- Mosteiro-Museu de S. Paio (Vila Nova de Cerveira) (87)

 Pelos diferentes espaços deste mosteiro, na contemplação destas obras de arte, fomos perdendo a noção do tempo. Já era tarde. Havia que sair deste espaço e dirigirmo-nos para os nossos aposentos, na certeza, porém, que, quando quisermos um espaço para usufruirmos de uma viagem “onde o silêncio ainda tem sentido”, este é um espaço ideal para o efeito.

 

E, na despedida, deixamos o leitor com as palavras de José Rodrigues, falecido o ano passado:
Para tornar possível este projeto tive a ajuda de um irmão amigo, Aníbal Belo, que juntamente com outros irmãos, se propôs criar esta Associação.


Finalmente este convento volta a cumprir o seu destino como lugar de meditação e lugar de encontro, para partilharmos com os outros a nossa diferença.


Aqui plantei testemunhos que fui colecionando ao longo dos anos. Aqui plantei também trabalhos meus, pegadas dum percurso de 60 anos dedicados à arte (escultura, desenho, pintura).


Gostaria que este espaço voltasse a ser, como nos tempos dos frades observantes que o fundaram, um lugar para reencontro de cada um consigo mesmo, um retomar do ideal comunitário, onde o diálogo entre Homem-Natureza fosse harmonioso”.

61.- CSP nombre

Deixamos ao visionamento do nosso leitor um vídeo de um galego – Xoan Arco da Vella - que nos dá um “cheirinho” deste espaço.


MOSTEIRO DE S.PAIO – VILA NOVA DE CERVEIRA

 


publicado por andanhos às 16:04
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