Quinta-feira, 30 de Julho de 2015

Por terras de Portugal - Anta-Ermida de Nossa Senhora do Livramento (Montemor-o-Novo)

 

 

ANTA DE S. BRISSOS/ANTA-ERMIDA DE NOSSA SENHORA DO LIVRAMENTO

2013 - Momtemor-o-Novo (2ª Parte) 730.jpg

Passando pelo concelho de Montemor-o-Novo, em 2012, em visita a um familiar, não resistimos em fotografar esta linda ermidazinha.

Na publicação «Évora e o Alentejo Central», de José Contreras Valverde (Guias Essenciais), é designada por Anta-Ermida de Nossa Senhora do Livramento.

Aqui, há uns dias, no Facebook, (presumo ter sido na página pessoal de Nazaré Porto), alguém perguntava como se chamava esta «capela», mostrando a foto do respetivo exemplar. A autora ficou admirada por lhe termos chamado «anta-ermida», pois não a conhecia, suponho, por este nome.

Tratámos de indagar se a informação que tinha da obra de José Contreras Valverde era fidedigna.

Se a designação «anta-ermida» não nos oferecia qualquer problema de identificação, já, contudo, o nome de Nossa Senhora do Livramento veio colocar-nos uma dúvida quanto à correta designação desta anta-ermida.

Vejamos porquê.

No Boletim Cultural da Câmara municipal de Évora - «A cidade de Évora», II Série, nº 1, 1994-1995, no artigo “Antas-capelas e capelas junto de antas no território português - elementos para o seu inventário”, de Jorge de Oliveira, Panagiotis Sarantopoulos e Carmen Balesteros, a páginas 289 e 290, os autores chamam-lhe Anta-capela de Nossa Senhora do Livramento - S. Brissos/Montemor-o-Novo, dizendo: “À anta sete de S. Brissos foi anexada pelo século XVII uma capela dedicada a Nossa Senhora do Livramento, passando, na altura, o monumento pré-histórico a servir de galilé ao templo cristão.

2013 - Momtemor-o-Novo (2ª Parte) 705.jpg

Tudo parece indicar que na origem da cristianização deste dólmen houve a preocupação em separar o espaço religioso do espaço funerário pré-histórico. Atesta esta confirmação a porta que separa os dois espaços, da qual ainda se pode observar toda a moldura. (...) A capela, de planta sub-quadrangular, é fechada por uma cúpula coberta por telha mourisca, coroada por uma cruz de ferro.

2013 - Momtemor-o-Novo (2ª Parte) 713.JPG

Na parede sul abre-se um nicho onde se guarda uma figura de roca de Nossa Senhora do Livramento. Trata-se de uma imagem com cabeça e mãos de madeira policromada, de pintura recente. Junto ao regaço vê-se a figura do Menino, igualmente vestido de branco.

01.- Anta-Ermida interior com Menino.jpg(Fonte:-http://quiosques-montemoronovo.com/index.php?url=art&id=86&id_menu=0&menu=0)

As mãos da Virgem, algo descaídas, envolvem a pequena imagem. Ambas as figuras apresentam-se coroadas. (...) O acesso ao monumento efetua-se, atualmente, pelo lado norte, no qual foi colocada, recentemente, uma porta em chapa de ferro. Esta porta ocupa o espaço de um esteio, possivelmente o que se encontra tombado no exterior do monumento.

2013 - Momtemor-o-Novo (2ª Parte) 703.jpg

O acesso original efetuava-se pela entrada primitiva da anta, isto é, pelo lado nascente (...) Anta e capela encontram-se interior e exteriormente caiadas de branco. No exterior um rodapé vermelho, anteriormente azul [e hoje também azul] envolve todo o conjunto. (...) [A] anta-capela de Nossa Senhora do Livramento localiza-se a cerca de 2 Km da sede de freguesia de S. Brissos do concelho de Montemor-o-Novo. A cem metros à esquerda da estrada que liga a aldeia de S. Brissos ao Escoural o monumento domina um largo território para sul [a Herdade da Anta]”.

Patrícia Mareco, em sua publicação «Sítios Arqueológicos e Centros de Interpretação, em Portugal - Alentejo e Algarve», quando nos fala dos monumentos megalíticos no Alentejo, referindo-se concretamente a esta anta-capela (ermida), apenas a apelida de S. Brissos, E assim escreve: “Situada no distrito de Évora, no concelho de Montemor-o-Novo, a Anta Capela de S. Brissos foi classificada como Monumento Nacional pelo Decreto n.º 41191, de 18 de Julho de 1957. Este monumento megalítico não possui, actualmente, a sua morfologia original devido à sua “transformação” como Capela, no século XVII. Tal facto permite que os acessos e a sinalização até ao sítio sejam razoáveis, não oferecendo problemas de maior para os visitantes. Acede-se ao local pela estrada que liga o Escoural a São Brissos. A Anta Capela situa-se a uns quilómetros depois do cemitério da própria aldeia de São Brissos, onde existe uma placa indicativa à direita - a Anta do Livramento”.

Por sua vez ainda, segundo José Leite de Vasconcelos e os autores da publicação no Boletim Cultural da Câmara de Évora já acima citados, podemos ler: “Embora destacando-se pela abundância de vestígios arqueológicos de várias épocas, o território correspondente, na atualidade, ao município de Montemor-o-Novo revela-se particularmente rico em testemunhos megalíticos, nomeadamente no que se refere à arquitetura funerária.

Uma particularidade que não poderia deixar de chamar a atenção dos pioneiros dos estudos arqueológicos portugueses, quando, ainda ao longo do último quartel de oitocentos, algumas individualidades prospetaram a região em busca de exemplares megalíticos que pudessem confirmar, de algum modo, uma certa originalidade e, sobretudo, anterioridade arquitetónica, quando comparada à dos testemunhos já identificados no outro lado da fronteira ibérica.

Não surpreende, por conseguinte, que certas antas então prospetadas acabassem por ser incluídas no primeiro decreto de classificação de estruturas antigas como "monumentos nacionais" (1910), como seria o caso da "Anta de São Brissos", situado nas imediações da "Anta - Ermida de Nossa Senhora do Livramento", com a qual partilhava uma singularidade assaz expressiva do fluir dos tempos (Cf. VASCONCELLOS, J. de L. de, 1917).

Na verdade, esta anta (termo pelo qual os dolmens são mais conhecidos entre nós) encontra-se de igual modo identificada como sendo a número 7 de S. Brissos, tendo sido convertida, à semelhança desta, em capela, em pleno século XVII, num testemunho claro de reutilização de um mesmo espaço sagrado por diferentes crenças, ao mesmo tempo que uma demonstração, não apenas de sobreposição de determinados poderes, como de economia de recursos, neste caso materiais.

2013 - Momtemor-o-Novo (2ª Parte) 720.jpg

Originalmente formado por esteios (cinco dos quais remanescentes) graníticos, o espaço da anterior câmara sepulcral corresponde ao atual átrio da ermida, sendo ainda possível observar a presença da primitiva laje de cobertura - "chapéu" - e de alguns indícios do corredor (nomeadamente de dois esteios in situ) de acesso ao seu interior.

É, no entanto, no interior do monumento que se revela o processo de cristianização do sítio em toda a sua plenitude, logo à partida através da presença da imagem de Nossa Senhora do Livramento, local de romaria, por excelência, especialmente durante o período pascal, embora se mantenham algumas práticas populares de cariz indubitavelmente rural, que se perdem na memória dos tempos, e que testemunham, no fundo, a forma como o Cristianismo foi assimilando vários costumes ancestrais (Cf. BALESTEROS, C., OLIVEIRA, J. de, SARANTOPOULOS, P., 1996)”.

Em suma, [fora a imprecisão de Patrícia Mareco quando afirma que a anta-capela de S. Brissos foi classificada em 1957 como monumento Nacional, o que não é verdade, outrossim classificada de Interesse Público], podemos afirmar então que a anta dita de S. Brissos foi classificada como Monumento Nacional em 1910; ao acrescento feito no século XVII, transformando-a em capela (ou ermida), o Decreto nº 41 191, de 18 de Julho de 1957 passou a classificá-la como Imóvel de Interesse Público e com a designação de Anta-Capela (ou Ermida) de Nossa Senhora do Livramento.

São estas as conclusões a que chegámos, lidas as três obras acima citadas, e pela análise da Resolução do Conselho de Ministros nº 3/2007 (Diário da República, 1ª Série, nº 4, 5 de Setembro de 2007) que aprova a primeira alteração ao Regulamento do Plano Diretor Municipal de Montemor-o-Novo, no confronto com os pontos 1.1. e 1.2. do seu artigo 17º quando, no primeiro, classifica como monumento Nacional, alínea k) a “Anta de São Brissos, lugar de São Brissos, freguesia de Santiago do Escoural - Decreto de 16 de Junho de 1910 e, no segundo, classifica como Imóvel de Interesse Público, alínea d), a “Anta-Ermida de Nossa Senhora do Livramento, Herdade da Anta, freguesia de Santiago do Escoural - Decreto nº 41 191, de 18 de Julho de 1957”.

Em definitivo, a Anta de S. Brissos e a Anta-Ermida de Nossa Senhora do Livramento são patrimónios distintos, com classificações distintas, embora fazendo parte de uma mesma atual construção, sita no mesmo local (confundindo-se). Bem poderia o Plano Diretor Municipal (PDM) de Montemor-o-Novo esclarecer melhor este «imbróglio» para não dar azo a pensar-se que estamos em presença de dois distintos (separados) monumentos, sitos em lugares diferentes.

Esclarecida esta questão, na investigação que, sobre esta matéria, levámos a cabo, o que mais nos «deliciou» foi a lenda que anda associada a esta Anta-Ermida. Fomos encontrá-la no blogue «Montemor-o-Novo. Cidade de Pedras e de História(s). Era um espécie de blog sobre Montemor mas já não é» no sítio da internet - http://montemaior.blogspot.pt/2005_05_01_archive.html.

Continuando com a confusão, chamando-lhe Anta-Capela de São Brissos, reza assim: “A anta-capela de S. Brissos, ou de Nossa Senhora do Livramento, no Concelho de Montemor-o-Novo, constitui um curioso exemplo da adaptação, no século XVII, de um monumento megalítico (anta) a uma capela de culto Cristão. Do primitivo monumento é ainda possível identificar a laje de cobertura e cinco esteios, bem visíveis, embora rebocados e caiados. Se olharmos com atenção é ainda visível parte da mamoa que cobria o monumento.

Até há bem pouco tempo, esta capela continuava a ser lugar de encontro e de romarias. Fruto da magnífica paisagem envolvente, era costume, na 2.ª Feira de Páscoa, aqui se vir comer o assado de borrego. Também na quinta-feira da ascensão, depois da colheita da espiga, aqui se juntavam grupos de pessoas de S. Brissos, Escoural e Casa Branca para merendarem pela tarde fora.

Em anos de seca faziam-se procissões à Senhora do Livramento a pedir chuva. Segundo uma lenda, a Nossa senhora do Livramento e S. Brissos tiveram um filho, mas o santo traiu-a com a Senhora das Neves. Quando as populações querem chuva vão buscar a Senhora do Livramento, ou Senhora da anta, à capela deixando lá o seu filho.

02.- Anta-Ermida interior sem Menino.jpg

(Fonte:- http://montemaior.blogspot.pt/2005_05_01_archive.html)

Trazem-na para a Igreja de S. Brissos onde é colocada de costas para o Santo. São as lágrimas que verte por estar longe do filho e perto do santo que fazem com que chova”.

E o autor do blogue remata: “As antas-capelas testemunham, no fundo, a forma como Cristianismo nas zonas rurais teve que assimilar as antigas tradições populares que assim conseguiram sobreviver embora com outros nomes e formas.

Aconselho uma visita à anta-capela de S. Brissos nos meses de Abril, Maio. A paisagem é sempre magnífica, mas nesses meses, e em anos normais, as flores invadem totalmente a paisagem, com campos salpicados de cor, a perder de vista”.

Anta-Ermida - Paisagem.jpg

Não duvidamos do que o autor, a final verte no seu texto. E, podendo, não deixaremos de lhe fazer uma segunda visita um pouco mais demorada para a melhor a contemplar, particularmente o seu interior no qual não entrámos.

lmontemor.png


publicado por andanhos às 21:02
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Segunda-feira, 27 de Julho de 2015

Por terras de Portugal - Portugal em ruínas (1)

 

 

PORTUGAL EM RUÍNAS

- Igreja gótico-manuelina de Santa Maria do Bispo -

 

Ir ao Porto e, de vez em quando, despreocupadamente, passar por uma livraria e aí ficar sentado a ver um ou outro título, é uma das atividades que mais gosto de fazer. Infelizmente, pela nossa urbe flaviense, já não há um espaço convidativo que se preste a este prazer!...

Um dos livros que peguei com um certo interesse foi o que leva o título «Portugal em ruínas», editado em 2014, de Gastão de Brito e Silva (fotografias). Começa por nos mostrar a Igreja gótico-manuelina de Santa Maria do Bispo, na fortaleza de Montemor-o-Novo,

2013 - Momtemor-o-Novo (2ª Parte) 390.jpg

(Igreja de Santa Maria do Bispo, na Fortaleza de Momtemor-o-Velho e enquadrada pelo seu entorno)

e que, ao longo deste post abundantemente mostraremos.

A Introdução ao referido livro é de Vitor Serrão, que também leva o título «Portugal em ruinas - Uma história cripto-artística do património construído». Vitor Serrão, a dado passo, afirma:

2013 - Momtemor-o-Novo (2ª Parte) 452.jpg

 (Fachada Principal da Igreja de Santa Maria do Bispo)

“As ruinas, com o acúmulo do tempo de abandono, deixam de ser recuperáveis e passam a ser «não-lugares sem memória». Para muitos, tais não-lugares passam a não ter sentido e a ser desnecessários, o que legitima o ato destruidor como condenação inevitável. (...)

2013 - Momtemor-o-Novo (2ª Parte) 447.jpg

 (Igreja de Santa Maria do Bispo - Paisagem alentejana vista da Fachada Principal)  

Tornam-se massa disforme, obsoleta, inóspita, por vezes até agressiva da paisagem envolvente: isto é, retiram-lhe as valências que lhe justificavam o ser, antes de razões-outras conduzirem ao abandono e à inevitável transformação. É um método infalível para se decretar a morte.

2013 - Momtemor-o-Novo (2ª Parte) 439.jpg

(Igreja de Santa Maria do Bispo - Corpo da Igreja e Fachada Principal)

Estas memórias fragmentadas de um passado prestes a desvanecer-se sem remissão, permitem seguir uma espécie de narrativa subterrânea de um país condenado pelo abandono da memória”.

2013 - Momtemor-o-Novo (2ª Parte) 444.jpg

 (Igreja de Santa Maria do Bispo - Zona da capela-mor)

Para este autor, o que está em causa é, prevalente mente, o património dito «mais nobre». Contudo, se olharmos naquilo que se estão transformando os nossos aglomerados rurais tradicionais, então é toda uma memória, fazendo parte da identidade de um país como um todo, que estamos a deixar transformar em ruínas, transformando-se em cinzas. E, das cinzas, que memória se pode recuperar?...

Mas deixemos este subtema para outra altura. Continuemos com Vitor Serrão:

“Quanto trabalho existe neste campo para a história da arte portuguesa - está em jogo um trabalho contra o esquecimento identitário e o apagamento dos patrimónios, que abre campo à resistência contra os atentados e a possibilidade de salvaguardar muitas destas ruínas, quando a perceção dos mecanismos de gosto e o primado estético que nelas se fixou as torna documento patrimonial de relevância. O contrário seria colaborar num verdadeiro retrocesso civilizacional (...)

2013 - Momtemor-o-Novo (2ª Parte) 491.jpg

 (Igreja de Santa Maria do Bispo - Pormenor 1 da capela-mor) 

Será imperioso não esquecermos, portanto, que é no âmbito do «saber ver em globalidade» que tudo se inicia e que a consciência da salvaguarda dos patrimónios se reforça sem preconceitos excludentes - vistos não mais como a «parcela morta» no campo da Cultura (dicotomizada, como erradamente se faz, em relação à «outra parcela», a chamada «cultura viva dos agentes contemporâneos») -, mas como algo que importa preservar, nem que seja pelo registo cripto-artístico, quando a recuperação se torna já impossível.

2013 - Momtemor-o-Novo (2ª Parte) 492.jpg

 (Igreja de Santa Maria do Bispo - Pormenor 2 da capela-mor) 

Trata-se, em suma, de parcelas de um «corpo único, coerente e vivo», tão importante quanto os grandes monumentos do tecido patrimonial reconhecível, e que por isso impõem respeito, desvelo de olhares, estudo integrado, inventariação rigorosa e cuidados preventivos inadiáveis”.

Conselho que os nossos responsáveis culturais, políticos nacionais e autarcas devem ter em devida conta!

2013 - Momtemor-o-Novo (2ª Parte) 457a.jpg 


publicado por andanhos às 18:25
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Domingo, 5 de Julho de 2015

Gallaecia - Pelas terras do Tâmega e Barroso - Que memória e vida no nosso meio rural?

 

 

QUE MEMÓRIA E VIDA NO NOSSO MEIO RURAL?

 

Fernando Ferreira, no livro «Montesinho - a serra e os homens», a certa altura, diz: “A aldeia agropecuária e pastoril, das malhas, do feno, da matança do porco, dos grandes invernos de isolamento, essa aldeia romântica acabou (...). Mas é absolutamente necessário conservá-la na memória. E para haver memória é necessário que haja vida, que haja futuro. E esse futuro depende, em grande medida, das dinâmicas que os atuais habitantes da aldeia souberem, em conjunto, adotar e prosseguir. Porque a vida na aldeia vai ser, cada dia que passa, mais pluricultural, mais plurivivencial, mais plurinacional, até. E se não for esse o futuro da aldeia, então qual é?

Onde estão já, na nossa montanha flaviense, as gentes?

Que estratégia de desenvolvimento temos para estes lugares?

Que recuperação do património edificado e natural fazemos?

Enfim, que concelho, em meio rural, estamos a construir?

Nossas interrogações não são críticas. São preocupações. Que funcionam como pontos de reflexão que todos temos de fazer. Porque urje fazermos um diagnóstico prospetivo para o futuro das nossas aldeias, se é que amamos a terra donde provimos e temos orgulho em preservar a memória daqueles que nos precederam e as habitaram.

Porque o estado em que os nossos aglomerados rurais estão, em termos de preservação do património e da sua arquitetura tradicional é, simplesmente, lamentável!...

Da passagem, numa manhã de junho passado, juntamente com um amigo fotógrafo Lumbudus, aqui fica um singelo testemunho do estado a que aqui chegámos...

2015 - Nogueira com o Pluto (20).jpg

(Santiago do Monte - Nogueira da Montanha)  

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 (Santiago do Monte - Nogueira da Montanha)  

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 (Alanhosa - Nogueira da Montanha)  

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  (Alanhosa - Nogueira da Montanha)  

2015 - Nogueira com o Pluto (257).jpg

 (Nogueira - Nogueira da Montanha)   

2015 - Nogueira com o Pluto (290).jpg

  (Amoinha - Nogueira da Montanha)   

2015 - Nogueira com o Pluto (310).jpg

   (Amoinha - Nogueira da Montanha)   

No meio de tanta ruína, fica-nos o cheiro diáfano, mas bem impressivo, das flores de sabugueiro, saindo pelos telhados

2015 - Nogueira com o Pluto (183).jpg

   (Gondar- Nogueira da Montanha)  

2015 - Nogueira com o Pluto (230).jpg

   (Nogueira - Nogueira da Montanha)   

2015 - Nogueira com o Pluto (233).jpg

   (Nogueira - Nogueira da Montanha)    

e janelas das casas

2015 - Nogueira com o Pluto (309).jpg

  (Amoinha - Nogueira da Montanha)    

e umas mãos calejadas de tanto labutar cheias de nada e, porventura, uma «sina» de um futuro pouco promissor para estes humildes habitantes, que, por aqui, teimaram ficar!

2015 - Nogueira com o Pluto (45)a.jpg

   (Santiago do Monte- Nogueira da Montanha)   


publicado por andanhos às 13:01
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