Quarta-feira, 8 de Maio de 2013

Caminho Primitivo de Santiago entre Astúrias e Galiza - 7ª Etapa

 

 
 
 

CAMINHO PRIMITIVO DE SANTIAGO ENTRE AS ASTÚRIASE A GALIZA

 

 

II Parte

 

7ª Etapa:- Castro – Padrón (Fonsagrada)

23.Abril.2013

 

 

 

 

In nature we perceive elemental forces.

the ‘heavens above, the earth beneath,

and the waters under the earth’. (…)

The essence in the quality of nature is

the unbridled force of its energy and power. (…)

Nature is raw elementar power byond human control. (…)

Landscape is nature converted into na opera

invested with human passion so it becomes

funcionally and emocionally related to the needs

and uses to wich we put nature.

Landscapes are cultivated.

They reflect human values.

 

Lawrence Halprin, citado por Isabel Maria Fermandes Alves, Fragmentos de memória e arte

 

 

 
 

1.- Percurso da etapa

 

 

 
 
2.- Desníveis da etapa 

 

 

 
 

3.- Descrição sucinta da etapa

 

Levantámo-nos às sete e pouco, horas locais.

 

Mas estivemos um pouco à espera até que os donos do albergue nos servissem, às oito horas, o pequeno-almoço: torradas, manteiga, doces variados, sumo de laranja e café com leite.

 

Saímos de Castro às oito e meia e, na saída da povoação, entranhamo-nos num pequeno caminho, tipo bosque, bucólico, cheio de passarada a chilrear.

 

 

 

Quase no fim do caminho, a eremita de São Lázaro de Padraira, reconstruída em 1689. Bonita e interessante.

 

 

 Depois entrámos no asfalto. Com envolvente muito agradável.

 

 

Depois entrámos no asfalto. Com envolvente muito agradável. Mas foi coisa de pouco tempo. Antes de entrarmos na povoação de Penafonte, passámos por um cruzamento que, a três quilómetros, nos levava às galerias mineiras de Penafurada.

 

Atravessámos, subindo, a aldeia de Penafonte. Observámos o seu casario e detivemo-nos numa fonte, junto da sua igreja, dedicada a Maria Madalena, e construída em 1605.

 

 

É, mais precisamente, a partir desta povoação que começa a primeira parte da subida para o alto ou porto de Acebo. Um pouco dura mas, como estava bastante nevoeiro e pouco calor, fizemos bem a subida, embora, pelo menos eu, com algum esforço. Tino diz que não lhe custou nada. Mas, é preciso salientar que, entre nós, há uma diferença de 14 anos de idade!

 

 

A segunda parte, que começa por um caminho mais parecido comum carreiro, foi um pouco mais ingreme, levando-nos, finalmente, até ao porto ou alto e seu respetivo parque eólico.

 

 
Foi pena o nevoeiro, caso contrário teríamos tirados umas bonitas fotos ao parque eólico do Acebo. De qualquer das formas sempre se tiraram algumas e,

 

 

quando estávamos já no cimo, o céu começou a limpar, deslocando-se as nuvens com bastante velocidade, deixando, desta forma, o sol raiar.

 

 

Tino, na sua pose de fotógrafo semiprofissional, não resistindo a captar a descida, término do Caminho Primitivo nas Astúrias.

 

 

Passado o parque eólico, uma placa meio tosca, de 2006, dando-nos a indicar que aqui acabava o Caminho Primitivo das Astúrias e começava o da Galiza.

 

 

A partir daqui foi descer até à estrada, onde se vislumbrava uma habitação branca que nos parecia um comércio.

 

 

Com efeito, a referida construção era o Bar “O Acebo”.

 

Alí parámos. Mudei de roupa, pois vinha todo suado, e descansei um pouco até que o dono da casa nos servisse de comer e beber. Mandámos vir umas tapas de queijo, presunto e chouriço e pão. Para beber o Tino preferiu vinho. Eu ainda provei um pouco, mas o que bebi mais foi água. No fim tomámos um café.

 

Achei graça à decoração do comércio, em particular à exibição de uma coleção de navalhas.

 

 

As vieiras, indicando o Caminho, aqui na Galiza mudam de sentido e, virando à esquerda do comércio “O Acebo”, em ligeira subida, o Caminho continua até à vila, sede do maior concelho da Galiza – Fonsagrada.

 

Detive-me a observar um cavalo solitário, no alto do monte, pastando.

 

 

Uma boa centena de metros mais à frente, após a subida, já se vê ao longe Fonsagrada, talvez a uns 10 ou 12 Km.

 

 
Passámos por Fonfria (Fonte Fria, antigamente). Detive-me num pormenor de uma janela

 

 

e no caleiro de uma casa.

 

 

A partir daqui, durante o caminho, só apareciam placas a indicar a “Méson Catro Ventos”, em Barbeitos.

 

Cheios de alguma curiosidade, e também com alguma sede, fomos lá parar.

 

O seu interior é rústico e agradável, com uma mesa indicando o menu e os produtos mais requintados da Casa.

 

 

Tomámos uma “caña” bem acompanhada de uma pequena taça de polvo e uma rodela de pão. Oferta da Casa.

 

Saindo da “Méson Catro Ventos”, dirigimo-nos para Fonsagrada, passando por Silvela.

 

À saída de Silvela uma pequena capela – de Santa Bárbara do Caminho -, com um aprazível recanto para merendas e descanso.

 

 

E, logo a seguir, em ligeira descida, Paradanova. De Paradanova até Fonsagrada o Caminho é sempre a subir. E, como estava fazendo bastante calor, este troço custou-me a percorrer. A entrada em Fonsagrada não é lá nada agradável e bonita…

 

Demos uma pequena volta à vila, tirando uma fotos,
 
(Casario apalaçado em ruínas)

 

(Campanário da Igreja Matriz de Fonsagrada)
 
e entrámos na sua igreja matriz.
. 
(Altar-mor)

 

(Crucifixo junto ao altar-mor)
 
Não deixando, obviamente, de ir ver a célebre Fons Sacrata, logo ao lado da igreja, que, segundo consta, deu o nome à terra.
 

 

E, a conselho do sítio Eroski Consumer, fomos à “pulperia Caldeira”. Já não me lembro de comer um polvo tão saboroso e tenrinho. Estava mesmo “esquisitérrimo”. Comemos que nos fartámos!

 
 

Depois de tanto “pulpo” e de três “cañas”, apenas nos apeteceu tomar um café, pagar a conta e toca a andar que já se faz tarde para o albergue de Padrón, a quilómetro a meio.

 

Chegados ao albergue, modesto, mas com um simpático albergueiro, o senhor Vítor, resolvidas as questões burocráticas e financeiras da estadia, fomos de imediato tomar banho e lavar a roupa. Estava uma bonita tarde de sol, convidativa a sair para a relva à volta do albergue, dando dois dedos de conversa com os caminheiros-peregrinos que já lá se encontravam e outros que foram chegando. Do conjunto de peregrinos-caminheiros queria aqui destacar três grupos: os quatro elementos de Alicante, que já aqui se fez referência; um casal italiano; dois amigos, um francês e outro espanhol cujas localidades não captámos, embora, nos albergues, tivéssemos falado com eles bastante. Queria destacar do grupo de Alicante a Maria Preta (a Marilú). Passei a chamar-lhe assim dado que, desde A Mesa, onde nos encontrámos, até Santiago, não lhe vi outra cor de roupa senão o preto, à exceção do impermeável que era vermelho. Eu e o Tino passámos bons bocados do Caminho falando da Maria Preta e da sua vestimenta…

 

 

Foi neste albergue que, porventura, mais tempo estivemos falando com os companheiros, caminheiros-peregrinos. E com o seu albergueiro que, ao que parece, é artista de artes plásticas, conforme se prova dos seus quadros expostos no hall de entrada do albergue e que aqui se exibem três.

 

 
- Exposição -

 

(Quadro nº 1)

 

 

(Quadro nº2)

 

(Quadro nº 3)
 

Aqui fica uma reportagem, em diaporama, da etapa de hoje.

 

[Nota:- Para ouvir o diaporama, aconselha-se a tirar o som ao rádio, no canto superior esquerdo do blogue]. 

 

 


publicado por andanhos às 01:07
link do post | comentar | favorito
|

.mais sobre mim


. ver perfil

. seguir perfil

. 8 seguidores

.rádio

ouvir-radioClique no rádio para sintonizar

.Novembro 2017

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9
10

13
14
15
17
18

19
20
21
22
23
24
25

26
27
28
29
30


.posts recentes

. Ao Acaso... Lago de Sanáb...

. Por terras de Portugal - ...

. Por terras da Ibéria - Ri...

. Versejando com imagem - L...

. Palavras soltas... em Dia...

. Por terras de Portugal - ...

. Por terras de Portugal - ...

. Versejando com imagem - E...

. Por terras da Ibéria - Tr...

. Por terras da Ibéria:- Ca...

.arquivos

. Novembro 2017

. Outubro 2017

. Setembro 2017

. Agosto 2017

. Julho 2017

. Junho 2017

. Maio 2017

. Abril 2017

. Janeiro 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Julho 2015

. Maio 2015

. Abril 2015

. Março 2015

. Maio 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Dezembro 2013

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Agosto 2011

. Novembro 2010

. Outubro 2010

.tags

. todas as tags

.A espreitar

online

.links

.StatCounter


View My Stats
blog-logo