Sábado, 6 de Abril de 2013

Gallaecia:- Caminho de Santiago – Epílogo - I Parte:- Santiago de Compostela-Negreira-Oliveiroa-Muxia

 

 

 

 

Caminho de Santiago – Epílogo - I Parte:- Santiago de Compostela-Negreira-Oliveiroa-Muxia

  

[1,2,3 e 4 de Setembro de 2008]

 

 

Santiago de Compostela é a meta espiritual das peregrinações. A Costa da Morte, de Santiago a Muxia e Fisterra, possui também uma certa carga de misticismo.

 

Antes dos Descobrimentos esta era a última porção de terra habitada do Mundo.

 

Hoje Fisterra (ou Finisterra, como em Português dizemos) é um fim figurado. Um lugar onde todos desejam chegar, tal como os povos celtas e depois os romanos, aguardando a hora do ocaso e ver o sol a esconder-se na imensidão do mar.

 

Depois de no fim do verão de 2007 ter feito o Caminho de Santiago, mais conhecido como Sanabrês da Via da Prata; em Dezembro desse mesmo ano ter feito o Caminho do Norte e, no verão de 2008, o Caminho Português, perante a sugestão do meu amigo Fábio para fazermos o Caminho da designada Costa da Morte não resisti em fazê-lo.

 

No fundo, não tendo naquela altura em planos fazer qualquer outro Caminho de Santiago, este convite representava, assim, a oportunidade de levar por diante aquilo a que vulgarmente se designa como o Epílogo do Caminho.

 

Eis o mapa do Caminho de Santiago da Costa da Morte:

 

(Fonte:- Campus Stellae [2010])

 

Assim, na madrugada de 1 de Setembro de 2008, conduzidos pela viatura da mulher de Fábio, chegámos os quatro magníficos – Fábio, seus filhos, Jason Walker e Mitok e eu – a Santiago de Compostela para efetuarmos a

 

1.- Primeira etapa:- Santiago de Compostela – Negreira

 

1.1.- Traçado do percurso

 

(Fonte:- Mundicamiño)
 

1.2.- Perfil do percurso

 

(Fonte:- Eroski Consumer)

 

1.3.- Breve descrição do itinerário da etapa

 

Deixámos a pétrea urbe de Santiago pela rua das Hortas, entre o Hotel dos Reis Católicos e o Pazo Raxoi, embrenhando-nos na paisagem baixa e frondosa, coberta de pinheiros e de abundantes ribeiras, regatos saltitantes e frondosos bosques.

 

 
Após uma ligeira descida, fomos ao encontro da ponte e rio Sarela,
 
 

depois de nos cruzarmos por umas ruínas, amontoado de pedras, ensarilhas em heras, das antigas instalações de uma fábrica de curtumes (Km 1,5).

 

Em Sarela de Baixo vemos, ao longe, pela última vez a silhueta da Catedral compostelana (Km 2,3).

De seguida, passámos por Moas de Abaixo, Carballal e Quintáns. Aqui pode-se disfrutar de um excelente miradouro sobre o vale (Km 7,1).

 

Saídos de Quintáns, um pouco mais adiante, ultrapassámos uma ponte medieval sobre o rio Roxos. Nas suas proximidades, encontra-se um lugar aprazível para descansar, a coberto do sol.

 

Sem grande esforço chegámos ao Alto do Vento (Km 8,8). Aqui é o termo do concelho de Santiago de Compostela e, um pouco mais à frente, entrámos em Ames Ventosa.

 

Pela estrada AC-453 passámos em Lomboso e Augapesada. Deixando a estrada, fomos em direção à ponte sobre o rego dos Pasos, uma estrutura medieval reabilitada (Km 11,6).

 

Cruzada a estrada CP-0204, começámos uma senhora subida – a do alto do Mar de Ovellas – que segue, grosso modo, o traçado do Caminho Real, obrigando-nos a ultrapassar um desnível de 215 metros.

 

Chegados ao alto do Mar de Ovellas (Km 13, 8), entrámos na paróquia de Trasmonte de Ames, passando por Carvallo (Km 14,2), Trasmonte (Km 15), Reino (Km 15,5) Burgueiros (Km 16,2) e, seguindo agora pela estrada, alcançámos o rio Tambre e a sua célebre ponte Maceira, a qual serve de divisão entre os concelhos de Ames e Negreira (Km 17).

 

 

A ponte de Maceira, conhecida localmente por ponte Vella, é dos finais do século XIV. Sofreu várias derrocadas pelas sucessivas cheias e investidas do rio Tambre. Nas imediações desta ponte, podemos apreciar a capela del Carmen ou de San Blas e, à sua direita, o Pazo Baladrón, construído entre 1945 e 1956.

 

 

 

Depois da ponte Maceira, pela estrada AC-450, entrámos na Barca (Km 19,1).

 

Deixada a estrada, subimos até A Chancela (Km 20,2) e, seguindo pela estrada, entrámos em Negreira (Km 21).

 

Para chegarmos ao albergue, passámos pela capela de San Mauro e pelo Pazo de Cotón, depois de cruzarmos o rio Barcala e ultrapassarmos uma pequena subida, por estrada asfaltada, já mesmo fora do centro urbano.

 

Esta etapa, não fora a subida do alto do Mar de Ovellas que, embora tendo bom piso e bancos para descansar, fez-me parar mais de meia dúzia de vezes, pois não raro os “bofes” saíam-me pela boca, enquanto, Fábio e Mitok, mais que Jason Walker, pareciam que tinham asas, fui uma caminhada agradável, com lugares agradáveis como a passarela do rio Sarela e a envolvente da ponte Maceira sobre o rio Tambre.

 

O dia esteve bonito, radiante de sol, a convidar a umas “cervejocas” num dos bares de Negreira.

 

Em Negreira, para além do Pazo de Cotón e da capela de San Mauro, o que mais me despertou a atenção foram duas esculturas urbanas: uma, homenageando o Emigrante;

 

 

 

a outra, muito impressiva, e, julgo, com muito significado para estas terras, A Vaqueira.

 

 

Na primeira, Mitok, adolescente irrequieto e brincalhão, não parou de fazer “momices” ao coitado do emigrante!

 

Não havendo lugares já no albergue, acomodámo-nos em tendas no logradouro do mesmo.

 

E acabámos o dia comendo um belo e saboroso bolo de chocolate, acompanhado de um bom vinho fino, depois de cantarmos os parabéns a Jason Walker que, neste dia, faz anos.

 

2.- Segunda etapa – Negreira – Oliveiroa

 

2.1.- Traçado do percurso

 

 

(Fonte:- Mundicamiño)

 

2.2.- Perfil do percurso

 

 

(Fonte:- Eroski Consumer)

  

2.3.- Breve descrição do itinerário da etapa

 

Foi uma etapa comprida, embora decorrida em pleno ambiente rural, passando por muitas aldeias, apresentando desníveis, em geral, suaves, ainda que frequentes.

 

 

De Piaxe e A Pena até Vilaserío (Km 4,5) fomos até Portocamiño e Cornovo e, continuando na mesma estrada, numa paisagem verdejante, de fim de verão, íamos observando os trabalhos de recolha de feno, milhos e outros alimentos vegetais para os animais.

 

Em pleno planalto, que liga Vilaserío a Maroñas (Kim 6,9), com caminho reto e plano, a mesma paisagem verdejante, vendo-se, ao longe, aqui e ali, uma hélice para produção de energia eólica.

 

E mais asfalto no espaço que liga Maroñas até Corzón (Km 9,1).

 

De Corzón, passando pelo rio Xallas, e até Oliveiroa (Km 4,3), um recanto aprazível, onde uma simpática galega, arquiteta de decoração de interiores, se deixou posar para a nossa máquina fotográfica.

  

 

 

Ao longo desta etapa longa, embora não muito cansativa, não fora o muito asfalto moendo os pés, fica aqui dois pequenos apontamentos: o de um lindo cão branco, em pose de guarda, dando-nos as boas-vindas
 

 

vindas e a de um “labrego”, explicando-nos o Caminho e contando as amarguras do seu dia-a-dia.

 

 

 

Chegados a Oliveiroa, e até que a “madona” albergueira nos abrisse a porta do albergue, quando todos, já cansados, uns encostando-se nas paredes das instalações do albergue outros deitados na pouca relva que por ali havia, dormitavam, fomos estremunhados por uma miniprocissão sul-americana, cantando hinos ao Senhor, subindo a calçada para o albergue. Diziam que sua caminhada/peregrinação já vinha desde Roma.

 

 

 

Porque não haveríamos de acreditar!

 

Quando, finalmente, a albergueira chegou, e depois de nos acomodarmos, fomos dar uma volta pela aldeia e suas redondezas. Um povo bastante agradável com traçado algo medieval e recheado de elementos pitorescos,

 

 

 

não esquecendo os numerosos espigueiros (hórreos).

 

 

Passou-se um bom bocado da tarde, “picando” alguns petiscos que nos iam preparando, enquanto nos íamos divertindo com “chistes” e em amena cavaqueira uns com os outros.

 

Entretanto Mitok e Jason Walker, em conversa entre irmãos, foram dar uma volta até ao fundo do povo – um ambiente urbana bem arranjado e tratado, rodeado de um riacho todo bucólico -, enquanto eu, não muito longe deles, ia pondo a minha “escrita em dia”, via telemóvel, com os familiares. Posta a “escrita em dia” com os meus familiares, por entre algumas brincadeiras adolescentes de Mitok, recolhemos ao albergue para mais uma reconfortante noite de sono e descanso.

 

3.- Terceira etapa: Oliveiroa-Muxia

 

3.1.- Traçado e perfil do percurso

 

(Fonte:- Eroski Consumer)

 

3.2.- Breve descrição do itinerário da etapa

 

Os dois dias de sol, que nos acompanharam nas duas primeiras etapas, desapareceram. Pairava no céu, coberto de densas nuvens, a ameaça forte de chuva. Já preparados para o que desse e viesse, vestimos os nossos respetivos impermeáveis, à saída do albergue.

 

Foi necessário um pouco de atenção para sairmos de Oliveiroa e encontrarmos a correta indicação do Caminho. Contudo, em pouco tempo, encontrámos o marco com a indicação de 34. 558 metros. E, num salto, desembocamos numa pista que se dirigia à barragem (embalse) do Castrelo.

 

Entrámos no alto do planalto, dirigindo-nos para a plena montanha, onde se começava a sentir o som característico das hélices das eólicas girando. Daqui se poderia ver, se não houvesse tanto nevoeiro, ao fundo, o vale cavado pelo rio Xallas.

 

Descemos depois até Vao de Ripas, cruzando o rio Hospital por uma ponte de pedra. Até aqui tínhamos percorrido 2, 7 Km. Subimos até Logoso, uma aldeia situada nas faldas do monte Castelo (Km 3,7) e fomos até à aldeia de Hospital, apanhando a estrada CP-3404 (Km 5,1). Aqui a chuva começou a intensificar-se e nem os impermeáveis serviram de nada – ficámos “num pito”. O que nos valeu foi haver aqui perto um bar, onde descansámos um pouco, tomando uma bebida quente e mudámos de roupa. Começou-se a ouvir vozes jovens que o melhor era… desistir. Mas continuámos caminho, apesar de continuar a chover, embora agora com menos intensidade.

 

Ao quilómetro 6 um marco (“mojón”) indicava-nos a bifurcação dos Caminhos a Fisterra e Muxia.

 

 

A nossa rota era Muxia, por isso, continuámos em frente pela estrada DP-3404, acompanhados pelos gigantes do parque eólico. Em cerca de 1,1 Km deixámos a estrada, ao Km 25. 880, tantos quantos faltava até Muxia, e baixámos até ao rego de Vao Salgueiro, afluente do rio Fragoso (Km 7,2).

 

Um pouco mais à frente estávamos no asfalto outra vez e, descendo, passámos por As Carizas, aldeia da paróquia de Santa Baia de Dumbría) (Km 8,7).

 

Pouco tempo levou para passarmos no rego de Cheo e, subindo um pouco, em Dumbría, com a sua igreja de Santa Eulália, do século XVII e XVIII, conservando a portada principal o estilo românico, e com a residência paroquial ao lado bem assim os seus típicos espigueiros de pedra.

 

 

 

Passámos o rio Fragoso e Trasufre, pertencente à paróquia de São Pedro de Crucieiro. Já do concelho de Muxia.

 

Até aqui tínhamos andado, aproximadamente, 13 Km. Mais adiante cruzámos o rio Castro, que se dirige para a ria de Lires.

 

Mais e mais espigueiros em Sanande, percorridos que foram 16 Km.

 

Passámos por mais um conjunto de aldeias até chegarmos a A Grixa (Km 17).

 

Depois de passarmos por um caminho florestal, que atravessa os montes Vilastose e Raposa, em cerca de 4 quilómetros, chegámos a Quintáns, tendo à direita a capela de Santo Isidro.

 

Depois, ao Km 22,7, aparece San Martiño de Ozón com a sua igreja e o espigueiro maior da Galiza, com 22 pares de pés e 27 metros de comprimento.

 

 

 

Subimos até Vilar de Sobremonte (Km 23, 6), penetrando no monte para acabarmos por descer, lentamente, até Merexo (Km 25). Neste ponto avistámos uma ria formada pela foz do rio Grande, podendo ainda ver-se Camariñas.

 

 

 

Em dois quilómetros e meio chegámos a Os Moiños, cruzando o rio Negro no meio da povoação.

 

A chuva parou de nos fustigar e, ao entrarmos em San Julian de Moraime (Km 28), já estávamos quase enxutos.

 

A seguir veio Casas Novas, o monte de San Roque e sua capela (Km 29) e Chorente para, ao Km 30,4, através de um passadiço,

 

 

 

entrarmos na praia de Espiñeirido.

  

 

 

Em pouco minutos entrámos em Muxia.

 

Chegámos ao albergue todos “rotos”. Jason Walker, depois de tomar banho, não saíu mais da camarata. O irrequieto Mitok desafiou o pai para ir recolher a “muxiana” ao centro da vila e, de pronto, dirigiu-se até ao alto do monte Corpiño.

  

 

 

Entretanto, Fábio, seu pai, deambulava pacatamente pelo porto, observando o seu movimento. Eu, por sua vez, tomando um caminho empedrado,

 

 

fui visitar a igreja de Santa Maria

 

 

e um tosco cruzeiro, encostado na rocha nas proximidades da igreja.

 

 

E não resisti em subir também ao topo do monte Corpiño. Que lindas panorâmicas para o mar

 

 

 

e para o porto!

 

 

A páginas tantas não dou com Mitok. Do alto do monte chamo por Fábio. De seu filho também não sabe o paradeiro! Nestas coisas de montes e alturas, tão íngremes e perigosas como este monte, a gente não é de confiar muito em adolescentes aventurosos como Mitok. Às vezes tomam atitudes arrojadas, não sabendo medir os perigos e as suas consequências. Procurando, chamando, e berrando, receei o pior. Fábio, naturalmente, ficou numa aflição. E é vê-lo trepar o monte, olhando por todo o lado, à procura do “maroto”!

 

 

Felizmente tudo não passou de um susto. Fomos encontrá-lo nos arredores do Santuário de Nossa Senhora da Barca e… respiramos de alívio!

 

E, passado o susto, veio-nos cá uma fome!

 

Vingámo-nos com uma boa e abundante mariscada num bar/restaurante no interior do centro de Muxia. E não nos esquecemos de levar provisões para J. Walker que ficou no albergue, deitado, descansando, ouvindo música.

 

Já íamos “quentinhos” para a camarata do albergue. Não me lembro bem cair à cama. Foi sono de uma assentada.

 

O problema foi no dia seguinte! Não, não se tratou de ressaca nenhuma! Somente sob Muxia caiu uma tal borrasca que, chovendo “a cântaros” daquela maneira, nem sequer nos atrevemos a pôr pé a caminho para a última etapa até Fisterra …

 

Arranjámos cada qual sua mochila e tratámos de, numa das poucas abertas, ir à procura de autocarro para nos levar para Santiago.

 

Prometemos que um dia, todos os quatro, faríamos aquela etapa em conjunto, tal como acontecera com as três primeiras.

 

Quanto mais nos aproximávamos de Santiago de Compostela mais o tempo amainava. Até que parou mesmo de chover.

 

Chegados a Santiago, entrámos na Catedral,

 

 

 observámos um pormenor exterior desta barroca igreja,

 

 

 

bem como uma das suas torres,

 

 

demos umas voltas pela Praça do Obradoiro, observando as pessoas, no seu bulício típico de peregrinos em fim de caminhada. Naquela Praça algumas “estátuas” chamando-nos à atenção. Fixei-me numa.

 

 

 

E, na Praça das Praterias, um tocador de jazz, vestido a rigor, já em fim de espetáculo, preparando-se para abalar.

 

 

 

 E nós, seguindo pela buliçosa Rua do Franco,

 

 

 

lá fomos comer algumas das saborosas iguarias compostelanas e, barriguinha satisfeita, não vimos outra coisa se não o caminho para a estação de comboios a fim de nos dirigirmos a Ourense, onde a paciente, e sempre prestável mulher de Fábio, nos esperava para regressarmos a casa. Com a promessa, repetíamos, assumindo, que, um dia, a etapa Muxia-Fisterra seria feita!

 

Por último, aqui vos fica um diaporama/reportagem das três etapas realizadas.
 
[Nota:- Para ouvir o diaporama, aconselha-se a tirar o som ao rádio, no canto superior esquerdo do blogue].  

 

 

publicado por andanhos às 02:18
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2 comentários:
De António José Soares a 8 de Abril de 2013 às 15:55
Excelentes relatos, com eloquência e excelentes fotos.
Irei incluir o seu blogue na minha lista de preferidos em www.coimbrasantiago.blogspot.com


De andanhos a 29 de Março de 2014 às 14:59
Obrigado, amigo, pelo incentivo! Um abraço.
A. Souza e Silva


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