Sábado, 9 de Março de 2013

Por terras de Portugal - Trilho dos Moinhos, na Serra do Louro, Parque Natural da Arrábida

 
 

  

 

Trilho dos Moinhos, na Serra do Louro, do Parque Natural da Arrábida

  

(Ou como uma caminhada é pretexto para trazer à lembrança um passado e momento de celebração de uma amizade entre dois transmontanos, de gerações e vidas diferentes, aproximados pelo gosto de partilharem conjuntamente o andar e o convívio com a Natureza)

 

 

 

VERSOS PARA EU DIZER DE JOELHOS

 

Ó meu país do sol!

Pressentimento

da claridade celeste!

Ó fonte de Pureza!

Ó minha

Serra toda pintada de Esperança

e debruada de azul!

Reveladora maga

dos meus cinco sentidos, criadora

de aqueles que eu não tinha e tenho agora!

Ó minha outra Mãe,

que, num leito de flores e sorrisos,

me deste à luz de seda das Estrelas!

 

(…)

 

Ó Serra aonde a cor

é luz extasiada!;

aonde a Primavera, quando chega,

já se encontra a si própria a esperar-se!

Ó minha amante sempre virgem

e sempre desejosa do meu corpo!

 

(…)

 

Ó Serra aonde as noites

são camisas puríssimas de Noiva

e os crepúsculos são primeiros-beijos!

Pátria do mês de Maio!

 

(…)

 

- Eu não quero cantar-te, minha Amante,

Minha Mãe, minha Irmã, minha Senhora:

eu só quero entender-te toda a vida

como te entendo, Serra!, nesta hora.

 

(Sebastião da Gama, in “Serra-Mãe”)

 

 

Conheci pela primeira vez o que é hoje o Parque Natural da Arrábida em 1975. Nesse verão, cumprindo o serviço militar, e mobilizado para Angola (Luanda), enquanto se tratavam dos preparativos para o embarque, minha Companhia, vinda de Chaves, estacionou em Setúbal, passando a integrar (uma) força do COPCON.

 

Quando de folga, partia do quartel, atravessando a cidade de Setúbal, embrenhando-me na Serra da Arrábida, a Serra-mãe do agora Parque Natural da Arrábida.

 

Uma ou outra vez era cliente da praia da Figueirinha, mas, do que eu mais gostava, era trepando os seus arroios e calcorreando os seus trilhos, subir aos píncaros da Arrábida. Aquelas vistas largas quer para a Serra quer para o mar traziam-me paz, calma, tranquilidade.

 

Porque os tempos eram de confusão e de alguma inquietude: pelo período conturbado em que, social e politicamente, naquela altura, se vivia; por conflitos íntimos entretanto vividos que, no final de contas, acabam sempre por marcar a vida de uma pessoa.

 

E, neste estado de espírito, me perdia pelas veredas daquela Serra, penetrando os seus mais íntimos recantos, à procura de um abraço maternal, de uma confidência de amante ou de um beijo apaixonado, que só aquele lugar me sabia dar. No final, repousando num dos seus milenários penedos, na companhia daquela exuberante e perfumada vegetação, no cimo da sua mastodôntica estatura, a tocar o céu, e levado pela água do oceano, ali quase junto a meus pés, a olhar o longe do horizonte, acolhendo o sol do acaso, num silêncio apenas perturbado pelo bater das marés, em movimentos constantes contra os penedos e areia da praia, sentia-me transportado a uma outra dimensão, a um outro mundo, numa espécie de êxtase. Só, entretanto, a brisa marinha, começando a fazer-se sentir, batendo-me na cara, é que me despertava daquele torpor. E, ao levantar-me, para seguir caminho, encontrava-me um outro homem. Com novas forças. Uma nova alma. Revigorado.

 

Hoje entendo melhor porque monges e eremitas a escolheram para seu lar e sua mortalha!

 

Felizmente que as nuvens ameaçando mau tempo naquele «verão quente» de 75 dissiparam-se. A mobilização foi cancelada e cada um foi acabar o seu serviço militar na unidade da sua preferência.

 

Guardo, todavia, desse tempo, uma enorme saudade daquela Serra-mãe, que tantas horas de afago de me deu!

 

Como recordo, com enorme carinho, apreço, estima, dedicação e afecto todos os soldados da Companhia que estiveram comigo nessa altura no RAC 8, de Setúbal.

 

Sou transmontano; nortenho, portanto. E costumamos, em tom de brincadeira (embora alguns nem tanto), chamar, a todos aqueles que são do Mondego para baixo, de «mouros». A maioria dos meus soldados eram, para além de «mouros», «alfacinhas». Mas com alma grande. Valentes e verdadeiros portugueses. Com corações de manteiga. Mas de têmpera rija.

 

Aqui fica o meu pleito de estima e consideração, que ainda hoje guardo, como parte importante da minha história pessoal, por estes «rapazes», muitos deles já casados e pais de filhos.

 

Anos mais tarde, já docente do Curso de Licenciatura em Recreação, Lazer e Turismo (RLT), no Pólo de Chaves da UTAD, volto ao Parque Natural da Arrábida. Foi uma viagem de estudo com os alunos do Curso de RLT, orientados pelos colegas ligados à problemática do Ambiente e do Turismo de Natureza. Acompanhei-os mais para matar saudades, embora as questões do Desenvolvimento Turístico, área da minha eleição, não estivesse obviamente ausente.

 

Em 2007, se a memória não me falha, vim com a Ni a Palmela. Já não me lembro se foi em princípios de Janeiro ou nos finais de Setembro. Numa destas datas foi com certeza.

 
 
 

A visita ao Castelo era obrigatória. Daqui tem-se uma vista alargada da maioria do Parque Natural da Arrábida, em especial de algumas das serras que o compõem: Louro, São Luís e Gaiteiros; mais ao longe, vislumbra-se a Serra-mãe – a Arrábida

 

A noite que passámos na Pousada estava fria e muito chuvosa. Contudo, a manhã apresentou-se radiosa, ensoleirada. Do quarto onde pernoitámos víamos a paisagem que agora se mostra:

 

(Vista do quarto da Pousada)

 

(Vista das ameias do Castelo)

 

Foi uma paisagem-quadro que retive sempre na memória.

 

 

Aquela parte do Parque foi a que menos frequentei: outrora andei mais pela Serra-mãe, a Arrábida.

 

No passado mês de Fevereiro, de regresso do Alentejo, onde fui visitar uma familiar, entretanto ali a trabalhar, fui convidado pelo meu amigo e companheiro de caminhadas, por terras de Portugal e Espanha, a ficar uns dias em sua casa, na área metropolitana de Lisboa.

 

Neca, o meu amigo e vetusto octogenário, é um amante do caminhar. Não passa um dia, a menos que haja qualquer impedimento, que não ande, pelo menos, 10, 15 ou 20 quilómetros. Diz que, para ele, andar é uma necessidade.

 

Pelo contrário, para mim, andar não é uma necessidade. É mais um gosto de conhecer a Natureza. De a sentir e, essencialmente, de a captar. Como fosse possível agarrar a Natureza!... Enfim, vá lá a gente se compreender na verdade! Por isso, ao contrário do que o leitor possa pensar, não sou um David Thoreau. Muito longe disso! Talvez o meu amigo e companheiro Neca mais se assemelhe aquela ilustre personagem. Sou um caminheiro aos repelões. Que caminha mais pela perspectiva da conquista do que da pura mecânica e/ou embrenhar-me profundamente na Natureza.

 

Daí que raramente faça, pela segunda vez, o mesmo percurso. A não ser que a sua extraordinária beleza me convide a uma especial contemplação. Ou, ainda, quando está em causa o gosto de alguém com um significado muito especial para mim. Aqui funciona a mecânica ao serviço de uma efectiva partilha, em que a conquista ou contemplação podem ou não estar presentes. Pois, o que me move é – caminho outra vez porque quero bem aquela específica pessoa, porque sei que ela fica feliz pela minha companhia -. Dá para entender…

Dizia então que fiquei hospedado em casa do meu amigo Neca. Que me tratou, já que estamos em terras de «mouros», como um verdadeiro sultão.

 

E então na cozinha?!...

 

Eu já sabia da sua veia criativa, pois é um verdadeiro artista, artesão, em trabalhos de cobre e latão, especialmente. Por tal facto, logo a seguir a este post vou-lhe dedicar um Destaque (post especial) à sua obra. Não lhe conhecia, porém, as suas habilidades culinárias. De deixar para traz muitos afamados chefs! Infelizmente há muitos artistas por descobrir…

 

Bem, tudo isto para vos dizer que me mimou, me encheu de mordomias.

 

Por sua vez eu fiz questão de lhe mostrar a Serra da minha predileção, uma daquelas que os nossos avoengos conquistaram aos mouros.

 

A proposta foi percorrer a cumeada da Serra do Louro, no Parque Natural da Arrábida, e parte do Vale de Barris, ou seja, o Trilho dos Moinhos.

 

Aceite o convite, a logística relacionada com o economato ficou a encargo do amigo Neca. A da organização do percurso ficou comigo.

 

Cumprindo cada qual a sua função, sábado, dia 16 de Fevereiro, pelas 8 horas da manhã, partimos em direcção a Palmela.

 

O percurso é o que está assinalado no mapa da lavra do ICNB – Parque Natural da Arrábida e que aqui se reproduz:

 

 

 

 

A.- Início do percurso 

 

 

O nosso percurso é em pleno Parque Natural da Arrábida, uma verdadeira relíquia. Tem, aproximadamente, 13 Km.

 

Desenvolve-se a oeste da cidade de Setúbal, constituindo um rectângulo paralelo ao mar cujos vértices são as proximidades de Setúbal, Palmela (Serra do Louro), Santana e os arredores de Sesimbra (Serra do Risco).

 

Os principais pontos de interesse do nosso percurso, para além da Serra do Louro, com a sua flora e fauna, a estação arqueológica de Chibanes (povoado habitado entre os séculos III e I a. C.), a estação arqueológica do Alcaria do Alto da Queimada, o magnífico Vale dos Barris e as sepulturas do Neolítico, na aldeia da Quinta do Anjo, que não visitámos, bem assim as suas afamadas queijarias, onde se fabrica o célebre Queijo de Azeitão. Contudo, são os seus Moinhos de Vento, como atalaias, na cumeada da Serra, o seu elemento mais atractivo.

 

Estacionado o carro,

 

(Local onde estacionámos o carro)
 
 
logo numa ligeira subida, encontrámos o marco indicativo do começo do nosso trilho ou roteiro.
 
(Início do Trilho ou Roteiro dos Moinhos)
 
 
E, um pouco mais à frente, uma estrutura de restauração deserta, nesta época do ano.
 
(Restaurante-Café fechado)
 
(Castelo de Palmela envolto em denso nevoeiro)
 
Olhando do nosso lado esquerdo, ao longe, o Castelo de Palmela, envolto em denso nevoeiro, que só a meio da manhã foi desaparecendo.
 
Pouco foi necessário andarmos para encontrarmos o primeiro moinho, enquanto nos dirigiamos para plena Serra e sua respectiva linha de cumeada.
 
(Primeiro moinho no início do percurso) 
  
 

B.- A Serra do Louro

 

 

1.- Flora

 

De acordo com a literatura fornecida pelo Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) – Parque Natural da Arrábida, e outra encontrada entretanto em diferentes sítios da Internet, a Serra do louro está integrada no extremo NE do conjunto de volumes que constituem a cadeia da Arrábida, uma das mais importantes zonas verdes da área metropolitana de Lisboa.

 

 

A sul fica-nos o estuário extenso do Sado; a norte, o do Tejo.

 

Algumas das espécies presentes ao longo do percurso como o alecrim, o tomilho, o rosmaninho, a alfazema, os orégãos, as pascoinhas e o folhado, são exemplo representativo da flora mediterrânea.

 

(Algumas espécies encontrdas ao longo do percurso 01)

 
 Na Serra do Louro podemos encontrar também uma diversidade de orquídeas e abundância de cardos como o Cyanara Cardunculus L. que é utilizado como coagulante vegetal no fabrico do apreciado Queijo de Azeitão.
 
(Algumas espécies encontrdas ao longo do percurso 02) 
  
 
(Paisagem parcelar do Vale dos Barris)
 
(Pormenor)

 
 2.- Fauna
 

A fauna do Parque Natural da Arrábida é muito rica ao nível da avifauna, com algumas espécies raras, especialmente aves de rapina, como o bufo-real, o falcão peregrino ou a águia de Bonelli.

 

Na área onde se desenvolve o percurso é frequente avistar-se a águia-de-asa-redonda ou o peneireiro vulgar.

 

É possível também encontrar a poupa, o pica-pau-malhado-grande ou o abelharuco, a mais bela e colorida ave de Portugal, considerada a pérola da avifauna europeia, que se alimenta de abelhas, mas, como é normal aparecer mais para o verão não nos foi possível avistá-lo, nem ouvir o seu chilrear. Nem a ele, nem às outras espécies que vimos referindo.

  

(Abelharuco)

 

Nos mamíferos ainda se pode encontrar, por exemplo, a raposa, a doninha, o saca-rabos, o texugo, o toirão, a toupeira, o mordanho e o gineto.

 

Mas não tivemos sorte em ver qualquer um deles também. Paciência!...

 

 

C.- Castro de Chibanes

 

 

Seguindo o trilho da cumeada encontrámos logo de seguida o Castro de Chibanes. A mais antiga ocupação humana deste local iniciou-se à cerca de 4. 800 anos, durante a Idade do Cobre. As boas condições naturais de defesa foram reforçadas pela construção de uma verdadeira fortificação com espessas e altas muralhas.

 

A vida deste povoado desenvolveu-se até ao final do Horizonte Campaniforme (há cerca de 3. 700 anos) e assentou sobre uma economia agro-pecuária florescente, muito embora a prática da caça e da recolação de moçuscos marino-estuarinos esteja igualmente documentada.. a metalurgia do cobre faz parte das actividades artesanais.

Chibanes comporta-se, pois, como um notável lugar de História. Neste sítio foram erguidos dois castros que antecedem o castelo do período islâmico e medieval cristão do morro de Palmela.

 

 

 

(Um dos aspectos do Castro de Chibanes)

 

 

D.- Ruínas da Alcaria do Alto da Queimada

 

Um pouco mais à frente encontrámos as ruínas da Alcaria do alto da Queimada. Este sítio arqueológico está situado no ponto mais alto da Serra do louro, com a altitude de 224 metros, assinalado com um marco geodésico.

 

Trabalhos arqueológicos mostraram que este local teve, pelo menos, ocupação desde o período romano até ao século XI da nossa era. 

A estratigrafia obtida revela estacionamentos da época tardo-romano-visigótica, do emirato e do califal.

 

(Um dos aspectos da Alcaria)

  

(Outro aspecto da Alcaria)
 
 
 
E.- Marco Geodésico/Banco de ostras fossilizadas 
 
 
O marco geodésico assinala o ponto mais alto da Serra do Louro. A uma altitude de 224 metros podemos observar, para sul, a Serra de São Luís (ponto mais alto do concelho de Palmela, com 398 metros), a Serra dos Gaiteiros (229 metros) e o Vale dos Barris.
 
Neste local, pode-se também observar o banco de ostras fossilizadas. Os terrenos mais antigos da Arrábida datam de há cerca de 200 milhões de anos, no início do jurássico, sendo o banco de ostras um dos testemunhos de outros tempos geológicos.
 
(Marco geodésico)
 
 

 

F.- Moinhos de vento

 

Contudo, o que é mais impressivo neste percurso, é a sua paisagem luxuriante dos seus moinhos de vento, pairando no cimo da cumeada da Serra.

 

Alguns deles já deviam existir em 1816, pois constam da Carta Topográfica elaborada naquela data.

Até ao século XX laboravam 22 moinhos.

 

Vigilantes no alto da Serra do Louro, os moinhos são testemunhas atentas do tempo e da história. Habitam o olhar e enriquecem a imaginação. Há quem diga que, por vezes, se ouve o som do vento trespassado pelas velas, entrando fugaz pelas cabeças.

 

Os moinhos de vento do concelho de Palmela localizam-se aqui nesta Serra. São engrenagens extraordinárias que marcam a história do cereal, do pão e da região ao longo dos séculos da sua existência.

 

Passámos por, aproximadamente, 10 dos 18, creio, existentes nas freguesias de Palmela e Quinta do Anjo.

 

Vejamos uma panorâmica dos mesmos:

 

(Panorâmica dos moinhos ao longo da cumeada da Serra) 

  

(Terceiro moinho logo a seguir ao início do percurso)
 
(Pormenor do arremate do moinho)
 

Entrámos num já degradado, em ruínas, talvez o quinto:

  

(O moinho degradado)

 

(Pormenor do interior do moinho degradado)

 

(Mais um pormenor do interior do moinho degradado)

 

("Daqui atá ao infinito")
 
("Morro!, mas de pé...")
 
(O porventura sexto - O Quixotesco)
 
 
(O Quixotesco com a sua velha «lança»)
 
 
G.- Descida para o Vale dos Barris

Já quase na ponta final da cumeada, uma casa rural, bem guardada por valente cão.
 
 
 
 
Numa pequena pausa, o amigo Neca vai-me dando conta de algumas espécies botânicas aqui residentes.
 
 
 
Já em plena descida uma outra casa, a segunda, envolta em árvores, com um alarme irritativo, constantemente a tocar.
 
 
 
E, no meio de um campo de cultivo abandonado, uma estrutura típica do Parque, a qual serviu de motivo para o seu logotipo. 
 
 
Na passagem pelo trilho, em direcção à aldeia  da Quinta do Anjo, esta impressiva árvore, um sobreiro, despertou-me a atenção, não resistindo a fotografá-lo.
 
 
Entretanto por nós passavam dezenas de ciclistas, praticando BTT pela Serra, enxameando-a, por todos os lados, de trilhos. 
 
 
 
H.- Vale dos Barris 
 
E eis-nos chegados ao Vale dos Barris!...
 
Quando estávamos na linha de festo da Serra, este panorama já se começava a vislumbrar, apesar do nevoeiro que estava.
 
(Uma perspectiva do Vale dos Barris)
 
No Vale jurássico dos Barris predominam «barros» castanhos-avermelhados calcários, explorados industrialmente no passado.
 
(Uma outra perspectiva do Vale dos Barris)
 
Estas formações jurássicas, constituídas fundamentalmente por calcários, margas e grés, são das mais antigas unidades geológicas presentes no concelho de Palmela.
 
(Mais uma outra perspectiva do Vale dos Barris)
 
O relevo acidentado e a diversidade botânica proporciona, no Vale dos Barris, um efeito de mosaico, com zonas de prados, olivais, matos e floresta.
 
(Uma perspectiva final do Vale dos Barris)
 
 
H.- Regresso 
 
Chegados quase à ponta do Vale, há que voltar à cumeada para nos encontrarmos, outra vez, com os nossos moinhos. 
 
 
 
Foram umas boas centenas de metros a pique, principalmente árduos para o amigo Neca, para chegarmos ao cimo. O cheirinho a louro, de um galho cortado a uma planta na descida para a Vale, diz que lhe deram forças. Enfim, cada um agarra-se ao que pode!... 
 
(Início da cumeada da Serra, após a subida)
 
Chegados ao cimo, foi tempo de uma pausa descansar, comer a merenda, retemperando força. Não faltando, obviamente, o nosso cafezinho, devidamente condicionado e quentinho numa «termos». 
 
 
Comida a merenda, retemperadas as forças, mochilas às costas... caminhamos para a arrancada final! 
 
 
Entretanto mais encontros com ciclistas.
 
Desta vez era um grupo de jovens-adolescentes, organizados em clube, da Escola Secundária do Pinhal Novo, devidamente acompanhados do professor de Educação Física, que faziam treino, sob o olhar atento do «prof», quando os obstáculos exigiam instruções técnicas para se efectuarem com sucesso. Todos certinhos. Brilhantes!
 
 
 
A merecerem devido descanso, após o sucesso da passagem dos obstáculos. 
 
 
Pelo caminho a raiz nua de um arbusto, olhando para nós para que lhe apreciassemos a sua beleza. 
 
 
A estrutura está montada. A publicidade aqui se afixa, para que conste. Burros, para burricadas, é que nem um. Concerteza deveriam estar no curral a chamar burros a outros! 
 
 
Do nosso lado direito, enquanto nos dirigiamos para o termo do nosso percurso, antenas na Serra dos Gaiteiros. 
 
 
E, da roda de um moinho, ao longe, o Castelo de Palmela 
 
 
como que a solicitar-nos uma visita.
 
E foi o que fizemos depois de terminado o percurso.
 
Contudo, essa visita, bem como a nossa ida, de tarde, ao Portinho de Arrábida e ao respectivo Convento, será objecto de um outro post, pois este já vai longo. 
 
  

publicado por andanhos às 12:00
link do post | comentar | favorito
|

.mais sobre mim

.rádio

ouvir-radioClique no rádio para sintonizar

.Setembro 2017

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
11
12
13
14
15

17
18
21
22
23

24
25
26
27
28
29
30


.posts recentes

. Por terras de Portugal - ...

. Por terras de Portugal - ...

. Por terras de Portugal - ...

. Versejando com imagem - A...

. Por terras da Ibéria:- Ca...

. Palavras soltas... Em dia...

. Ao Acaso... Com Torga, fa...

. Reino Maravilhoso - Barro...

. Por terras da Ibéria:- Ca...

. Versejando com imagem - L...

.arquivos

. Setembro 2017

. Agosto 2017

. Julho 2017

. Junho 2017

. Maio 2017

. Abril 2017

. Janeiro 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Julho 2015

. Maio 2015

. Abril 2015

. Março 2015

. Maio 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Dezembro 2013

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Agosto 2011

. Novembro 2010

. Outubro 2010

.tags

. todas as tags

.A espreitar

online

.links

.StatCounter


View My Stats
blog-logo