Quarta-feira, 19 de Dezembro de 2012

Gallaecia - Caminho Primitivo de Santiago nas Astúrias - Introdução

 
 

6.Dezembro.2012

 

A.- BREVE DIÁRIO (APONTAMENTO) DO DIA

 

 

Saímos de Chaves eram 6:20 da manhã na “limousine” da mulher do Fábios em direcção a Ourense.

 

 

Depois de esperarmos cerca de uma hora na estação de camionagem de Ourense, partimos em autocarro directo para Oviedo.

 

 

Os principais locais de passagem foram: Monforte de Lemos; La Rua; O Barco de Valdeorras, onde, à direita, ficam “Las Médulas” e, a partir daqui, entrámos em Castilla y Lion. Antes de Ponferrada, e também à direita, ficam “Los Ancares” (El Bierzo). Logo a seguir a Ponferrada, uma cidade aberta, num vale à volta de “Los Ancares”, com a maioria dos seus edifícios em cinza e castanho, aparece-nos Astorga. Aqui, de relance, vi a sua magnífica Catedral.

 

 

Os nossos lugares no autocarro eram na designada «banheira». Foram os que se puderam arranjar juntos.

 

 

Ao meu lado vinha uma jovem, Marta de seu nome, que estuda Trabalho Social em Vigo, tem a sua família em Ourense e ia passar este fim-de-semana com uns amigos em Pola de Lena, Astúrias, aliás donde são naturais seus pais. Foi-me explicando tudo quanto a paisagem por onde passávamos tinha de característico e interessante para visitar.

 

 

Logo a seguir à entrada no Principado de Astúrias, pelo túnel do Negrón,, Marta fez referência a uma pista de esqui por estas paragens – Pallares – e uma barragem (embalse) – Os Barrios de Luna.

 

 

Marta ficou em Pola de Lena e, logo a seguir, passámos em Meires, que me impressionou pelo seu Campus universitário da Universidade de Oviedo.

 

 

A natureza, até à entrada do Principado de Astúrias, estava, até quase a Oviedo, toda coberta de neve. Mas notava-se que começava a derreter aceleradamente.

 

 

Chegámos às 15:30 horas exactas, e conforme o horário, a Oviedo.

 

 

O nosso navegador, Fábios, logo à chegada a Oviedo, teve um contratempo com o seu telemóvel – o GPS “pifou”. Veio em seu auxílio o de Tâmara_Júnior que nos levou direitinhos até à rua onde está situado o Albergue de Peregrinos de Oviedo.

 

 

Contudo o mesmo só abria às 17:30 horas. Nas grandes cidades os albergues têm esta política. Vá lá entender-se o porquê…

 

Valeu a indicação posta no placard do albergue para deixarmos as mochilas em dois lugares, os quais se disponibilizariam para o efeito.

 

 

E foi assim que fomos dar ao Café Sucursal, onde, bem atendidos por uma simpática asturiana, acabámos por comer uns “bocadillos”. A fome, com efeito, já apertava.

 

 

Daqui fomos depois dar uma volta pelo centro da cidade para fazer horas. Aproveitámos para dar uma vista de olhos à Catedral, às suas ruas mais características e aos seus edifícios mais emblemáticos. Contíguo ao Campo/Parque de São Francisco passámos por estruturas, montadas pela Associação de Comerciantes local e pelo “Ayuntamiento” de Oviedo, para a realização de uma feira de produtos locaias e artesanais. Aí comprámos meia dúzia de castanhas, que Pé D’Vento dizia não serem tão saborosas como as nossas, e, passeando e deambulando, viemos a comê-las atá ao albergue.

 

 

Às 17:30 horas em ponto apresentámo-nos no albergue com as nossas respectivas credenciais; inscrevemo-nos; pagámos cada um € 5 e começámos a acomodarmo-nos.

 

 

O Albergue de El Salvador, do “Ayuntamiento” de Oviedo não é um edifício por aí além. Como dizia Pé D’Vento: “Não é lá grande espingarda”. O segundo andar estava fechado e o rés-do-chão tem apenas uma recepção pequena; uma dependência com três beliches, sem mantas, colchões sem cobertura e almofadas sem fronha; uma sala/cozinha com uma larga mesa e cadeiras, com dois micro-ondas e um frigorífico; a casa de banho é pequena e apenas com um duche, uma sanita e um pequeno tanque para lavar roupa.

 

 

Dormiram connosco na camarata um uruguaio, vendedor de “semillas”, de nome Antonio, e um seu amigo, que iam fazer o Caminho da Costa.

 

 

O Albergueiro, Alfonso, era uma pessoa afável e simpática.

 

 

Do que vi (vimos) vai relatado quer na segunda parte deste post quer no vídeo deste dia.

 

 

Tenho a comunicar aos meus amigos Lumbudus de Chaves que vim a Oviedo encontrar a Lombuda, ex-mulher do nosso Lombudo, aliás como já relatei na minha página pessoal do Facebook.

 

 

O meu estado geral hoje não é lá grande coisa. Talvez fosse da viagem, muito maçadora. Pensei estar mais animado. E estou, agora, a ter receio do que me possa acontecer com o frio que venha a encontrar. Vamos ver como vai decorrer a etapa de amanhã. Vai ser uma etapa psicologicamente importante.

 

 

Quanto à restante comitiva: Fábios, aborrecido pela antena do seu GPS ter “pirado”. Passou toda a viagem a ver a paisagem, ouvir música e a dormitar; Pé D’Vento, sempre com as suas maluqueiras do costume; Nona, diz sentir-se animicamente bem disposto e apto para a aventura; Tâmara_Júnior, o mesmo de sempre, alinhando com todos.

 

 

B.- BREVE HISTÓRIA À VOLTA DO CAMINHO PRIMITIVO DE SANTIAGO

 

 

O Caminho Primitivo de Santiago é o primeiro caminho conhecido que, da capital do reino asturiano, Oviedo, percorreu, pela primeira vez, um ilustre peregrino – Afonso II, o Casto -, em direcção a Santiago de Compostela, ao ser informado, por Teodomiro, Bispo de Iria Flavia, (corriam os primeiros anos dos anos oitocentos), de que um ermitão, de nome Pelayo, por um facto insólito, descobriu os restos mortais do Apóstolo Tiago, o Maior, num lugar chamado Campus Stela.

 

 

Em Compostela, Afonso II manda erigir um mausoléu para acolher os restos mortais do Santo com o objectivo de que fosse venerado pela cristandade.

 

Ao empreender o Caminho desde Oviedo até Compostela; ao erigir o mausoléu ao Santo e ao mandar construir a primeira igreja, Afonso II, o Casto, com estas realizações fez que se tornasse decisiva a construção de uma urbe nascente pela organização do culto apostólico naquela região – a Galiza.

 

 

O Caminho Primitivo de Santiago não era muito diferente do actual. E, por ter sido o primeiro de todos os caminhos que se dirigiram para Santiago com a finalidade de prestar culto ao Santo, a sua denominação «primeva» está de acordo com a realidade histórica.

 

Ao haver, posteriormente, um avanço para sul da Península Ibérica pela conquista desses mesmos territórios pela cristandade aos muçulmanos, outros caminhos ou roteiros foram aparecendo, sendo, de entre todos, o mais famoso o que se designa por Caminho Francês.

 

 

Apesar de ter sido o primeiro caminho jacobeu documentado pela história não é, porém, o mais conhecido como foram outras vias de peregrinação, como o já aludido Caminho Francês, o Caminho da Via da Prata, o chamado Caminho do Norte, o da Costa, etc.

 

Contudo, nos últimos anos tem vindo a ser redescoberto por cada vez mais peregrinos e a ser dotado de adequada sinalização e serviços necessários para atendimento ao caminhante.

 

O actual Caminho Primitivo de Santiago, tendo em vista as notícias documentadas conservadas, como se já afirmou, reproduz, de modo assaz fiel, o itinerário que realizou o monarca asturiano Afonso II ao partir de Oviedo, sede da corte asturiana, em direcção ao ocidente, atravessando territórios de Grado, Salas, Tineo, Allende e Grandas de Salime, tudo em território asturiano. A partir daqui, ultrapassado o conhecido Alto de Acebo, o caminho entra em terras galegas pela comarca de A Fonsagrada, dando lugar a uma suave descida em direcção à histórica cidade de Lugo para, depois, ir desembocar no Caminho Francês.

 

O Caminho Primitivo conta com três variantes ou ramais menores: o primeiro deles é conhecido como a rota dos Hospitales que, desde as cercanias de Tineo, conduz o peregrino ao Alto do Palo, sem atravessar Pola de Allende; o segundo tem o nome de variante do Sobrado, iniciando-se na capital lucense e atravessando os municípios de Sobrado, Friol e Boimorto, encontrando-se com o Caminho Francês em Arzua; a terceira e última consiste num curto ramal que, em lugar de se incorporar na via principal, em Palas de Rei, ganha alguns quilómetros até à localidade de Melide.

 

 

B1.- OVIEDO E A SUA HISTÓRIA

 

 

 

Oviedo tem uma história milenária ligada ao seu papel de capital das Astúrias.

 

Poucos poderiam suspeitar que os monges  Máximo e Fromestano, fundadores da cidade no ano 761, ao situarem Oviedo numa colina, no centro de Astúrias, que esta cidade superaria os mais de mil e duzentos anos de vida urbana, comercial, eclesiástica e militar.

 

O rei Fruela, quarto da monarquia asturiana, foi o primeiro impulsionador decidido desta cidade com a construção de um palácio e uma igreja próxima deste.

 

Mas é, contudo, com Afonso II, o Casto, que Oviedo deve o seu estatuto de capitalidade e de sede régia com a transferência da corte de Pravia e a criação do Caminho de Santiago, fenómeno capital na história de Oviedo.

Um templo dedicado ao El Salvador e um Palácio Real, obras promovidas por aquele monarca, formaram o núcleo e o motor de Oviedo.

 

É nesta época que a cidade se converte no epicentro de Arte Asturiana, expressão original e única, herdeira da tradição visigótica, oriental e nórdica, que culmina com o reinado de Ramiro I.

 

Com a transferência da corte régia para Leão, após a morte de Afonso III, o Magno, a vida da cidade fica vinculada às relíquias conservadas na sua catedral e à passagem de peregrinos que visitam a catedral de El Salvador na sua passagem para Santiago.

 

Quanto à obrigatoriedade e à importância dos peregrinos passarem pela catedral de El Salvador, em direcção a Santiago, há um antigo refrão que reza assim: “Quem vai a Compostela e não ao Salvador, honra seu criado e deixa o Senhor”.

 

Os séculos XIII e XIV conhecem o desenvolvimento da cidade medieval, conservada no seu traçado até hoje.

Refira-se a construção de uma muralha; o incêndio devastador do dia de Natal de 1521 e a formidável obra do aqueduto de los Pilares para abastecimento de água à cidade ao longo do século XVI.

 

A fundação da Universidade por Fernando de Valdés Salas, de Salas, nos começos do século XVII, abre urbanisticamente Oviedo a uma expansão progressiva, impulsionada, no século XVIII, pela nobreza urbana e a construção de notáveis palácios.

 

A título de exemplo:

 

(Palácio dos Marqueses de Camposagrado)

 

(Palácio do Marqués de San Feliz)

 

(Palácio de Toreno)

 

No século XIX, o crescimento industrial leva à ampliação da malha urbana para fora dos tradicionais limites impostos pela muralha para a rua Uría e, no século XX, assiste-se a um desenvolvimento administrativo e comercial.

 

Oviedo na actualidade é a capital do Principado de Astúrias e mantém uma vocação de cidade de serviços administrativos e universitários. O comércio converteu-se num sector económico fundamental.

 

(Teatro Campoamor)

 

Refira, por fim, que Oviedo é hoje uma cidade com uma notável projecção internacional com os Prémios Príncipe de Astúrias, entregues anualmente no Teatro Campoamor e do Campus Internacional ao qual acodem personalidades da mais alta relevância internacional.

 

Outros monumentos relevantes:

 

(Museu de Belas Artes das Astúrias)

 

(Antigo Convento de São Vicente)

 

(Igreja e Santo Isidoro)

 

(Mosteiro de São Pelayo) 

 

(Palácio Episcopal)

 

Conjuntos interessantes:

 

(El Fontán)

  

(Casa de la Rúa)

 

(Palácio de Congressos de Oviedo, de Calatrava)

 

 

B2.- MONUMENTOS DE MAIOR RELEVÂNCIA NO CAMINHO PRIMITIVO NAS ASTÚRIAS

 

O Caminho Primitivo de Santiago inicia-se em Oviedo, cidade que, como capital do reino (hoje Principado) de Astúrias contou com a chegada ao trono de Afonso II, o Casto, dotando-a de um conjunto de equipamentos e infra-estruturas compatíveis com uma cidade relacionada com a monarquia e a sua corte.

 

O Palácio Real, a julgar pela documentação conservada, seria, sem dúvida, um magnífico edifício de que apenas se conservaram vestígios.

 

Contudo, são vários os equipamentos religiosos ovetenses da época pré-românica, que chegaram até aos nossos dias, e outros de épocas posteriores.

 

Para não sermos demasiado exaustivos, pois existe muita literatura disponível sobre este tema, vamos apenas enumerar os que nos parecem mais significativos:

 

1.- San Julián de los Prados,

mais popularmente conhecido como Santullano. É o mais antigo e o melhor conservado.

 

 

 

2.- Igreja de San Tirso

É contemporânea de Santullano. Foi mandada construir por Afonso II, o Casto.

 

 

3.- No Monte Naranco

Apenas a três quilómetros da cidade de Oviedo, nas faldas do Monte Naranco, o rei Ramiro I mandou edificar, em meados do século IX, um complexo palaciano suburbano de que apenas hoje subsiste:

 

3.1.- A Igreja de San Miguel de Lillo

 

 

3.2.- Santa Maria do Naranco

Um enigmático edifício conhecido por este nome.

 

 

4.- A Foncalada

No centro da cidade de Oviedo a conhecida Fonte de Foncalada é o único vestígio conservado, de carácter civil, herdado dos tempos da monarquia asturiana (Afonso III).

 

 

5.- A Catedral e a Câmara Santa

A Catedral é um soberbo edifício do mais puro estilo gótico que coabita, no seu interior, com diversos vestígios de construções anteriores.

 

 

O mais relevante, da época alta medieval, é a Câmara Santa, mandada construir por Afonso II, o Casto. A Câmara Santa alberga o tesouro da Catedral, destacando-se a Cruz dos Anjos, a restaurada Cruz da Victória e a Caixa das Ágatas.

 

 

6.- Campanário românico da Catedral

Adossado à parte meridional da Catedral gótica conserva-se ainda o primitivo campanário românico, uma torre levantada numa base pré-romana.

 

 

 

7.- Arredores de Oviedo

 

7.1.- Igreja de San Pedro de Nora, em Las Regueras

Está situada junto à antiga via romana que comunicava Asturica Augusta (Astorga) e Lucus Asturicum (Lugo de Llanera).

 

 

7.2.- Igreja de San Pedro, em Grado

Erguida em estilo historicista, substituiu uma fundação anterior de origem tardo românica.

 

 

 

7.3.- Mosteiro de San Salvador de Cornellana

 

 

7.4.- Conjunto Histórico-Artístico de Salas

Salas é uma localidade cujo desenvolvimento se deveu à sua situação estratégica ao longo do Caminho de Santiago. Do seu património, destaca-se:

 

7.4.1.- Antigo Mosteiro de San Martin e o

 

 

 

7.4.2.- Palácio de Valdés-Salas,

com uma airosa torre fortificada.

 
 

7.5.- Tineo

Embora o seu extenso concelho seja rico em manifestações românicas, na capital apenas sobreviveram dois edifícios deste período: o Convento de São Francisco com a sua destacada portada principal e a pequena igreja de San Pedro, hoje capela do cemitério.

 

7.5.1.- Mosteiro de Santa Maria la Real de Obona

Neste concelho a referência mais significativa é o Mosteiro de Obona.

Está hoje decrépito, em ruína. A igreja é, contudo, um sólido edifício do século XII, construída segundo os ditames cistercienses. Consta de três naves.

 

 

7.6.- Allende

Saindo de Tineo em direcção ao concelho de Allende, as suaves ondulações que até agora acompanhavam o peregrino desaparecem para dar lugar a um relevo mais acidentado. Assim, no Alto de Porciles ou de Lavadoira, e assente sobre uma ladeira, descobre-se a localidade de Pola de Allende.

 

 Aí se destaca o Palácio de Cienfuegos, uma soberba construção nobiliária do século XIV.

 
 

 Em Allende encontra-se a igreja de Santa Maria de Celón, uma das mais singulares do românico ocidental do Principado das Astúrias.

 

 

Actualmente a Igreja de Celón apresenta-se, no seu exterior, como um harmónico edifício de uma só nave rematada em abside quadrangular. No seu interior, em boa talha românica, pode-se observar a Virgem com o Menino. Conserva ainda no seu interior um interessantíssimo ciclo de pinturas murais de estilo popular alusivas à vida de Cristo, datadas do século XV.

 

7.7.- Grandas de Salime

Descendo a Pola de Allende, o Caminho inicia depois uma dura subida que culmina nos mais de mil e cem metros de altitude, em Puerto del Palo. A partir daqui, inicia-se uma prolongada descida que nos leva a Grandas de Salime, onde se situa a colossal barragem com o mesmo nome.

 

 

Foi terra povoada desde tempos passados, como bem atestam os numerosos assentamentos castrejos dispersos por todo o seu território.

 

 

Na época medieval, à custa da rota jacobeia, está documentada a passagem pela vila do rei Afonso IX, na sua peregrinação a Compostela. Muito provavelmente foi neste espaço temporal que a Igreja de San Salvador foi edificada.

 

 

Da obra original apenas se conserva uma magnífica portada de três arquivoltas de colunas e capiteis com decoração figurativa, aparecendo num deles a cena da Visitação.

 

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

 

Para além, por um lado, da singeleza e, por outro, da monumentalidade de Oviedo, o que mais me admirou, durante a meia dúzia de horas que por esta urbe vagueei, foram, essencialmente dois aspectos: a impressionante estatuária pública dispersa por todos os recantos do aglomerado urbano e na qual é bem patente o amor e consideração que os seus responsáveis e residentes têm não só pela arte como também pelos seus «maiores» que se distinguiram nos mais diversos campos, mesmo de ofícios aparentemente humildes; o segundo, a animação nocturna, em especial na “Gascona” a quem lhe chamam «El Bulevar de la Sidra».

 

 

No geral, nas poucas horas que permaneci nesta cidade, não encontrei gente demasiado expansiva, contudo, educada e afável.

 

 

Finalmente, uma última palavra para a gastronomia. Come-se muito. Talvez demais, julgo. Aliás é por demais conhecida a afamada e rica gastronomia das Astúrias. Complicada, dura demais, contudo para o meu frágil aparelho digestivo!

 

 

 
Segue-se um video do percurso pedonal, diurno e nocturno, por Oviedo, na véspera do início da nossa caminhada pelo Caminho Primitivo de Santiago nas Astúrias.
 
[Nota: Para ouvir o diaporama, aconselha-se a tirar o som ao rádio, no canto superior esquerdo do blog]
 
 
 

publicado por andanhos às 01:38
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2 comentários:
De Paulo Coimbra a 19 de Dezembro de 2012 às 19:20
Magnífico relato do início da aventura e da história do caminho.
Ao lê-lo, a minha vontade de colocar a mochila às costas reacendeu-se!
Fico a aguardar o desenvolvimento.
Paulo Coimbra
(http://enifpegasus.blogspot.pt/)


De alda rocha a 25 de Abril de 2014 às 11:49
Bom dia,
meu nome é Alda e fiquei "apaixonada" pelo Caminho Primitivo. Fiz o Caminho Portugês central de BTT no ano passado e adorei ... Prometi que iria novamente faze lo mas a caminhar... para poder usufruir mais da paisagem... Estou encantada com a sua reportagem e quanto mais leio sobre o Caminho Primitivo mais vontade tenho em faze-lo. A minha questão neste momento é, talvez um pouco ingénua, mas tenho tido dificuldades em encontrar a melhor maneira em chegar a Ovideo, para iniciar o Caminho. Serei eu e mais uma amiga. Será que me poderia ajudar.
Um excelente trabalho, meus parabéns.
Cumprimentos,
Alda rocha


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