Sábado, 4 de Agosto de 2012

Pelos Caminhos de Santiago - Na Galiza (Via da Prata 3.3.1)

 

 

 

3.3.- Caminho Português Interior de Santiago

 

Foi no dia 24 de Abril do corrente ano de 2012 que se inaugurou o troço do Caminho Português Interior de Santiago na área do território português.

 

Fruto de uma parceria entre oito concelhos (Viseu, Castro Daire, Lamego, Peso da Régua, Santa Marta de Penaguião, Vila Real, Vila Pouca de Aguiar e Chaves), este novo troço, uma antiga via de peregrinação rumo a Santiago, foi objeto de melhorias: limpeza e sinalização dos caminhos e disponibilização de albergues para pernoita.

 

Para além do objetivo de cariz essencialmente religioso, como as peregrinações, os autarcas envolvidos neste projeto, nas palavras de Francisco Ribeiro, Presidente da Câmara de Santa Marta de Penaguião, pretendem que os peregrinos se lancem “à descoberta das belas paisagens que as nossas terras têm para oferecer, tendo por companhia a presença de monumentos, quase desconhecidos, de arte e tradição”. Ou ainda, e como diz o sítio oficial do Caminho, “este caminho, semelhante ao original, promove a segurança e o conforto dos peregrinos, privilegia a ruralidade e o contato com as gentes e com o património, de que são exemplos as igrejas, as alminhas, pontes e vias ancestrais”.

 

O Caminho Português Interior de Santiago estende-se por 205 quilómetros em território português, atravessa a fronteira em Vila Verde da Raia, percorrendo cerca de 180 quilómetros da Via da Prata, em território galego, até alcançar Santiago, num total de 385 quilómetros, entre Viseu e Santiago de Compostela.

 

De acordo com a publicação “Caminhos Portugueses de Peregrinação a Compostela – Itinerários Portugueses”, de Arlindo Cunha, em território português estendem-se nove jornadas ou etapas, ao longo de caminhos tradicionais, a saber:

 

  • Viseu-Almargem;
  • Almargem-Mões;
  • Mões-Magueija;
  • Magueija-São Gonçalo de Lobrigos;
  • São Gonçalo de Lobrigos-Vila Real;
  • Vila Real-Zimão;
  • Zimão-Oura;
  • Oura-Chaves;
  • Chaves-Fronteira de Vila Verde da Raia,

sendo:

  • 35,5 Km, no concelho de Viseu;
  • 36,6 Km, no concelho de Castro Daire;
  • 28,8 Km, no concelho de Lamego;
  • 03,7 Km, no concelho de Peso da Régua;
  • 16,3 Km, no concelho de Santa Marta de Penaguião;
  • 22,9 Km, no concelho de Vila Real;
  • 24,8 Km, no concelho de Vila Pouca de Aguiar;
  • 38,9 Km, no concelho de Chaves.

 

No concelho de Chaves, o Caminho Português Interior de Santiago, com uma extensão de 38. 940 metros, entra na freguesia de Oura, passa por Vidago, segue para as povoações de Valverde, Pereira de Selão, Redial, São Pedro de Agostém e Vila Nova de Veiga até chegar a Chaves, à Praça de Camões ou do Município. Daqui segue em direção à fronteira de Vila Verde da Raia, passando no interior das povoações de Outeiro Seco, Vila Meã, Vilarinho da Raia e Vilarelho da Raia.

 

Como diz um velho dito, o Caminho de Santiago começa à saída da porta de casa de cada um. Neste sentido, como morador da freguesia de São Pedro de Agostém, o meu caminho de peregrinação a Santiago começa no Santuário da Senhora da Saúde, em São Pedro de Agostém, desce o estradão que rodeia a Quinta do Rebentão, em Vila Nova de Veiga e, pela EN 2, vai até à Praça do Município, seguindo depois até à fronteira.

 

O Caminho Via da Prata (ou Sanabrês) que, em 2007, fiz com o meu amigo Fabios e seu filho Mito(k), iniciámo-lo em Laza.

 

Durante os anos 2010, 2011 e 2012 procurámos fazer o troço que, de Chaves, nos leva a Laza, por lanços.

 

Não estava ainda o atual Caminho Português Interior de Santiago, tal como agora se mostra configurado, traçado e apto a ser percorrido.

 

Por isso, neste ínterim, e num ou noutro fim-de-de-semana, fundamentalmente ao domingo de manhã, fomos explorando o território à margem do Caminho, em sucessivas caminhadas pela e à volta das veigas de Chaves e de Verin/Monterrei que, noutros posts, mais para diante, apresentarei. A partir da Ponte de São Roque, ponto de encontro para efetuarmos o Caminho em conjunto, efetuámos:

  • Uma primeira etapa até Feces de Abajo – eu, Fabios e Mito(k);
  • Uma segunda etapa, num outro domingo, em 12 de Dezembro de 2010, juntamente com Fabios, Mito(k) e minha filha Babela, fizemos o percurso entre Feces de Abajo e Tamaguelos;
  • Em 2 de Abril de 2011, eu, Fabios e Mito(k), fizemos o percurso entre Tamaguelos e Monterrei e,
  • finalmente, em 27 de Março de 2012, fiz, sozinho, o percurso que vai de Monterrei a Laza, com o apoio logístico de Ni e Jeca, que me foram buscar a Laza para ir buscar o carro que ficou estacionado no Parque do Parador de Monterrei.

É, assim, do caminho que vai da Ponte de São Roque, sempre à margem do rio Tâmega, e até Feces de Abajo, que vos vou mostrar algumas fotos mais impressivas daquela paisagem, não seguindo, desta forma, o percurso que o agora atual Caminho Português Interior de Santiago, neste território, indica.

 

Sai-se da Praça do Brasil e entra-se no lindo passeio pedonal e ecopista que ladeiam as duas margens do rio Tâmega, na área urbana da cidade de Chaves.

 

Neste agora arranjado e aprazível passeio, até à Ponte de São Roque, destacamos:

 

 (Varanda-balcão de uma propriedade contígua ao passeio)

 

 (Roda antiga pertencente à antiga central eléctrica dos Agapitos)

 

(Reflexo do prédio Golfinho, sito na Praça do Brasil, sobre as águas do rio Tâmega)

 

(Reflexo do Hotel Aquae Flaviae e Ponte Nova sobre as águas do rio Tâmega)

 

(Ponte Nova)
 
(Caldas de Chaves - Zona envolvente à buvete com a ponte medieval, desativada, sobre o Rivelas)

 

(Caldas de Chaves - Pérgola)

 

(Zona das Caldas de Chaves contígua ao rio Tâmega com o castelo ao fundo)

 

(Ponte Pedonal - Vista Geral)

 

(Poldras)

 

(Ponte Pedonal e Poldras)

 

(Ponte Pedonal - Pormenor)

 

(Ponte Romana vista do Jardim Público)

 

(Ponte Romana)

 

(Ponte Romana vista a montante)

 

(Rio Tâmega na área da Madalena - ao fundo a Ponte de São Roque)

 

(Ponte de São Roque)

 

 


publicado por andanhos às 02:41
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